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29/07/2011

MULHER MULTITAREFA



É sexta feira! Depois de uma semana tumultuada e cansativa, enfim o descanso. Estou ansiosa para chegar a minha casa, relaxar e curtir um pouco mais meu filho - feito possível somente nos finais de semana já que durante a semana a maratona é diária e intensa. Assim, como todas as mulheres que possuem uma família, assumimos o papel de mãe, dona de casa e mulher. 
           
Dividir o tempo entre o trabalho e os filhos é uma tarefa árdua para nós, mães. Sentimo-nos culpadas por passar tanto tempo fora da vida deles.   Por isso ficamos ansiosas para o dia acabar e ir para casa, principalmente nas sextas-feiras, quando vamos passar mais tempo com eles, dando um pouco mais de assistência, acreditando sempre que eles precisam de nós.  Afinal somos solicitadas por eles o tempo todo. Impressionante a quantidade de vezes eles nos chamam durante o dia, principalmente quando estamos descansando. Acredito ser uma atitude comum em quase todos os filhos. 

Cuidar da casa e trabalhar é algo que nos deixa sobrecarregadas, mesmo com alguém nos auxiliando nas tarefas mais pesadas, nós somos sempre responsáveis por deixar a casa em ordem.  Os pequenos detalhes, como trocar as roupas de cama, guardar as roupas no armário, colocar os filhos para dormir... ficam  por nossa conta. Até mesmo procurar uma camisa que o marido pretende usar e não achou. Interessante a dificuldade masculina de encontrar algo nas gavetas. Podemos dar todas coordenadas (primeira gaveta, do lado esquerdo, no fundo da gaveta...) de onde se encontra tal coisa, que eles não encontram.  Só se foram eles que guardaram. Segundo uma amiga, os homens não possuem os “gens do achei”.

Temos ainda que abastecer a dispensa, procurando nunca deixar faltar nada. Senão iremos várias vezes ao supermercado durante a semana. Não sei por que nossas ajudantes sempre nos esperam chegar, para então dar o aviso: “- Acabou aquilo que você queria, seja lá o que for!”. Mas vamos dar um desconto – afinal, elas também são mulheres, trabalhadoras e donas de casa... duas  vezes!

 Depois de tudo, temos que arrumar um tempo para cuidar da gente, ler um livro, responder alguns e-mails, assistir um filme com a família ou até mesmo freqüentar uma academia. Só então podemos descansar (de preferência, dormir!). Interessante, normalmente seremos as últimas a deitar e as primeiras a levantar no dia seguinte. Ainda bem que amanhã é sábado!

                                                                                        NICE BACCHINI


 Esse texto, de minha autoria, foi publicado no Jornal Regional de Notícias/Laranjeiras/ PR

17/06/2011

ADORAMOS SAPATOS

 Um dia desses, estava em um shopping aguardando uma amiga nós tínhamos um almoço combinado. Sentada, eu observava os movimentos, adoro fazer isso. Na minha frente havia uma loja de sapatos. Como todas as mulheres, dei uma olhada na vitrine, e foi quando um movimento me chamou atenção. Uma linda menina com os olhos brilhando, toda feliz com seus sapatinhos novos, mostrando para todos que passavam por ela. Não dava um passo sem olhar para eles. Achei graça daquilo! É um comportamento normal no sexo feminino. Ficamos assim, diante de um par de sapatos novos. Encantadas, seduzidas e apaixonadas por eles. Por que será que a maioria das mulheres adora sapatos?
        

Não podemos ver uma vitrine bem montada que lá estamos. Admiradas! Já viu algum homem em frente a uma vitrine de sapatos? Só se for para comprar! Mas nós mulheres não resistimos uma vitrine de sapatos bem montada. Isso acontece em todas as idades. Quantas e quantas vezes encontramos em shopping meninas admirando-os, geralmente de cor rosa! E os meninos? Eles só param para observar os sapatos se tiver algum carrinho ou brinquedo de brinde.
        

Os homens procuram o conforto quando compram sapatos, já nós, as mulheres, procuramos a beleza. São os mais belos que nos atraem e seduzem e são justamente esses que mais nos machucam. E nós, tolas, acreditamos que, um dia, ficarão macios e carinhosos com os nossos pés. Como eles nos enganam! Não tem jeito. Eles são predestinados a isso. Nossos pés sempre avisam quando encontramos esse tipo. Passam a observar! Eles se contorcem, queimam e pedem pelo amor de Deus para não comprarmos. Mas, quando somos seduzidas, ouvimos alguma coisa? Claro que não! Insistimos e compramos, esperando a oportunidade de usá-los. Sempre caio nessa. No meu armário tenho vários desses sedutores. Eu tenho um par que toda vez que abro o armário para procurar o que calçar, lá está ele, me chamando, fazendo “psiu”. Não resisto e acabo calçando esse dito cujo. Ainda me lembro quando fui seduzida pela primeira vez por ele. Parecia um deus grego, todo magnífico na vitrine. Lindo! Não resisti! Fui experimentá-lo. Pra quê! Ficou lindo no meu pé. Ficou tão bonito que não entendi os sinais que meus pés deram. Eles quase choraram. De cara, ele implicou com aquele meu calinho de estimação! Mas eu não liguei, comprei assim mesmo, acreditando no tal milagre. Milagres que os vendedores de loja de sapatos vendem para nós mulheres – “É couro, com o tempo vai amaciar”, dizem eles. E, seduzidas acreditamos.
        

Eu não via hora de usá-lo. Foi quando chegou o grande dia. Estava ansiosa. Meus pés coitados! Suavam! Pediam clemência! Gritavam socorro! Encolheram-se para entrar nos sapatos. E o calinho de estimação? Esse pediu desesperadamente um band-aid, pois sabia que ia sobrar para ele. Não dei ouvidos aos meus pés, apenas coloquei o band-aid no calinho por precaução! Como tenho raiva dele! Acho que é por isso que estou sempre o torturando-o. Mas quem mandou ser teimoso e não sair do lugar. Estou sempre tirando, mas sempre volta!
         

Fui para a festa, muito satisfeita com os sapatos. De vez em quando dava uma olhadinha para os pés. Atitude parecida com aquela da menina da loja. Esperando os elogios da “mulherada”, já que os homens, muitos deles não prestam atenção em nossos sapatos. Depois de tantos elogios, lá pelo meio da noite, começou. Meus pés começaram a queimar. O calinho coitado! Nem o band-aid resolveu sua situação! Ardia mais que limão nos olhos. Não conseguia arrumar uma posição para os meus pés. Comecei a tirar e colocar o sapato. A situação só piorava, pois os pés incharam e parecia que o sapato tinha diminuído de tamanho. Fiquei inquieta. Tudo incomodava. Meu sorriso, coitadinho, já estava saindo amarelo, meio sem graça. Não conseguia entender nenhuma piada da noite. Em uma festa sempre tem alguém que gosta de contar as piadas. Então comecei a ficar mal humorada. Minha cabeça latejava! Parecia que eu ouvia os meus pés dizendo e repetindo, várias vezes: “Eu não te disse! Eu não te disse!”. Tudo girava ao meu redor. Chamei meu marido para ir embora. E ele foi, sem vontade, meio chateado. Questionando porque nós mulheres insistimos em usar esse tipo de sapato! Eu também não sei! Eu também queria ficar mais um pouco na festa, afinal tinha encontrado amigos que não via ha muito tempo. E era a chance de usar meus sapatos! Uma dica para as mulheres, quando for estrear um par de sapatos novos em uma festa, faça quando for sozinha, com seu próprio meio de locomoção. Isso impedirá de estragar a festa dos outros e sentirá mais a vontade para ir embora. Cheguei em casa naquela noite, prometendo nunca mais calçá-lo. E um mês depois lá estava eu na mesma situação com o mesmo sapato de novo. Fui seduzida por ele! E por outros sapatos também!

         Por que a maioria das mulheres adora sapatos? Principalmente os mais belos. Não sei, mas acho que as mulheres, em geral, escolhem alguns sapatos como escolhem alguns homens: eles as seduzem, machucam, mas elas nunca conseguem deixá-los. A única diferença é que os homens, em geral, pisam nelas. Já os sapatos são pisados por elas, com postura e elegância. Será que é por isso que adoramos sapatos?

                                                   
  NICE BACCHINI
                                             

03/06/2011

OS "ISTAS" DE NOSSA VIDA



 Um dia desses li um texto que falava da visita de rotina ao um dermatologista,  desconheço o autor,quando cita nossa peregrinação aos “ istas”. Lembrei-me então daquela famosa frase que a “‘vida começa aos quarenta”! Será? Já ouvi dizer que  sim! Na farmácia! É quando aparecem tantos remédios para comprar.  De uma  coisa tenho certeza,   e concordo com  autor, aumenta  nossa lista dos “istas”. Antes íamos apenas ao dentista e ginecologista,  no caso das mulheres, já os  homens somente ao dentista.

Começamos diante da dificuldade em ler as instruções de certos produtos,  recorrendo ao uso de uma lupa para  lê-las, afastando, espremendo os olhos para entender o que está escrito no papel, isso sem falar da letra do computador que precisa ser aumentada.  A única saída nesse caso é procurar um oftalmologista.

 Com óculos, enxergando melhor, percebemos a necessidade de um dermatologista, pois aquelas marquinhas e manchinhas, que antes eram invisíveis em nosso rosto, passam a nos incomodar. Às vezes tenho a leve impressão que a  natureza é sábia, pois as  marcas, em nossos  rostos, começam  quase sempre  com  a dificuldade de enxergar de perto.

 É também nesse período que nosso peso, antes equilibrado, passa a ficar descompensado, quando surgem as dificuldades de eliminar aqueles quilinhos  que aparecem e por muitas das vezes nos incomodam, com isso somos induzidos a procurar um endocrinologista para tentar resolver o problema.  É ai que descobrimos, através de exames, que nossas taxas, antes normais, estão alteradas,  quando somos encaminhados a outros “istas”, por exemplo: cardiologista, nutricionista, alergistas, urologistas, etc..

 E aqueles vasinhos chatos e incômodos que aparecem nas pernas nesse período! Principalmente nas  das mulheres. Mais um “ista” na nossa vida! O angiologista.

São tantos os  “istas” que aparecem em nossa vida, que já estou pensando em tornar-me uma maratonista. Quem sabe assim,  diminuir o números de “istas”, da minha lista! Mas antes tenho que passar no ortopedista e rezar para não ser encaminhada a um especialista. Senão vou precisar mesmo  é  de   um analista.


                                                                                                              NICE BACCHINI

20/05/2011

O Verbo Comprar



        “Comprar é o verbo que vocês mulheres mais usam” – é mais ou menos assim a frase que o personagem Vasco, da obra “SAGA”, de  Érico Veríssimo, fala para Clarissa, quando estão fazendo compras. Ele não deixa de ter razão, pois temos o hábito de consumir mais que os homens, afinal de contas, somos, por natureza, mais vaidosas que eles, assim como temos mais itens para serem consumidos. Podemos começar com as roupas íntimas, enquanto os homens usam apenas uma peça, nós mulheres usamos duas.  

      Uma amiga disse certa vez que mulheres treinam, desde os tempos das cavernas, para serem ótimas compradoras, quando andavam em zigue-zague, catando as coisas pelo caminho até chegarem realmente aonde pretendiam. Já os homens iam direto ao seu destino. Esse fato pode ser observado em documentários da época. Concordei com ela, pois é assim que nos comportamos em um supermercado, passamos por várias prateleiras, colocamos várias mercadorias em nosso carrinho até chegarmos àquilo que realmente queremos comprar. E por muitas vezes saímos do supermercado sem sequer passar perto da mercadoria que pretendíamos comprar. Por outro lado, os homens entram no supermercado, indo direto ao que desejam comprar, parando somente na seção de eletrônicos, dando uma olhadinha, apenas como curiosidade, nos últimos lançamentos do mercado.
   
    Em shoppings, movidas pela nossa vaidade e induzidas ao consumo diante da diversidade de coisas que encontramos pelo caminho, praticamos muito o verbo comprar. As lojas femininas, em geral, são todas bem decoradas, coloridas com vários tipos de mercadorias. Quando encontramos vários tipos sapatos, bolsas, bijuterias, maquiagem, cremes antirrugas, hidratantes – é algo tão sedutor! Aí é que precisamos de um enorme autocontrole para não comprar algo de que não necessitamos no momento. Por outro lado, as lojas masculinas existem em menor número, decoradas com cores neutras, incentivando os homens a consumirem apenas aquilo de que necessitam. E são todas iguais!. As camisas sociais, por exemplo, são todas de cor azul claro, brancas ou cinzas, sejam lisas ou listradas. Uma vez e outra surge uma “novidade”, como a da cor de rosa, mas essa,  poucos se arriscam. Os sapatos também são bem semelhantes, normalmente são fechados, nas cores preta e marrom, fazendo parceria com as meias nas cores preta, azul escuro e marrom (de novo). As gravatas, idem. Os ternos lisos, normalmente escuros, algumas vezes com riscos discretos. Numa festa parecem que estão todos uniformizados. Quando querem algo descontraído, são as mesmas camisetas e shorts. Tudo básico. Por isso fica difícil encontrar um conhecido no meio da multidão através de sua roupa!

            Sim! Talvez assim seja melhor mesmo: roupas discretas! Se ninguém nos notar, podemos comprar mais à vontade. Mas  como esconder os pacotes? Afinal consumimos também para os outros membros da família!


                                                    NICE   BACCHINI

06/05/2011

"AO ACORDAR SORRIA"




Estava sonhando, descansava em uma praia, observando o mar e admirando a paisagem, que era maravilhosa, tocava uma música muito longe, relaxante. “Ao acordar, bom dia, ao acordar, sorria”, era o refrão da música que se repetia. Despertei com o som que ficou alto e tão próximo de mim. Era o meu despertador. Abri os olhos com uma vontade grande de continuar dormindo e voltar a sonhar. Mas tinha que levantar, acordar e arrumar meu filho e deixá-lo na escola, para depois ir trabalhar.

  Com o refrão da música na cabeça, levantei-me. O dia prometia ser bom! Arrumei-me, arrumei meu filho, peguei nossas coisas. Sempre cantando o refrão. Pronta para sair, quando ouvi meu filho: - Mamãe! Quero fazer “o número dois”. Pensei: e agora?! Vamos nos atrasar! Coloquei todas as coisas que eu carregava em cima da mesa, não eram poucas, e o levei ao banheiro, sempre cantando o refrão da música. Demorou um pouco. Saímos. Estávamos atrasados. Tudo bem! Sorri!

  Chamei o elevador. De repente, a luz se apagou. Eu mereço! Pensei! Faltou Luz! Desci com meu filho no colo os cinco andares de escada. Menos mal - pensei. Poderíamos ter ficado presos no elevador. E "ao acordar, bom dia, ao acordar, sorria" na minha cabeça. Entrei no carro, dei partida, saí apressada. Enfim chegamos ao colégio. Meu filho era pequeno, por isso precisava acompanhá-lo até a sala de aula.

  Estacionei o carro e procurei minha sandália. Achei somente um pé. Meu Deus! - exclamei. Como o perdi? Tenho certeza que desci com as duas! Foi então que  me lembrei de um ocorrido tempos atrás, quando entrei no carro e deixei um pé do meu tamanco no estacionamento, pois tenho mania de dirigir descalça. Só podia ter ocorrido a mesma coisa. Meio sem graça, saí do carro descalça. Mas tive sorte em encontrar a professora do meu filho no estacionamento, expliquei a situação, ela riu e levou-o até sua sala.

 Voltei para casa. Quando entrei na garagem, avistei de longe o outro pé da sandália na minha vaga da garagem, ali, parado. Ao pegá-lo, parecia que sorria para mim. Foi então que me lembrei daquele refrão, não sorri, apenas caí na gargalhada. E o resto do dia? Bom! Foi ótimo!!!!


                                         NICE BACCHINI


Esse texto retrata o perfil da mãe de hoje.  Uma mulher moderna, que divide seu tempo entre o  filho e o trabalho,  procurando sempre estar presente  nesse dois mundos, algo por muitas das vezes difícil,  mas não impossível para  uma mãe que ama seu filho. Enfim, dedicamos esse texto a todas as mulheres que querem apenas “ser MÃE”... FELIZ DIA DAS MÃES !


29/04/2011

ESCOLHA DE NOME


--Eurina! Eurina!

Ouvi chamar novamente. Estava em um consultório médico, aguardando avez de ser chamada.

--Eurina!

Insistia! Ninguém levantava... Será que a recepcionista está me chamando? - pensei. Será que confundiu o meu nome? Foi então que a atendente resolveu chamá-lo em um tom mais alto. Uma senhora levantou e foi em direção a ela. Respirei aliviada. Não sou muito fã do meu nome. Confesso! Mas "Eurina"!

Sei que não é uma tarefa fácil para os pais escolherem um nome parao seu filho, já que são duas pessoas com gostos diferentes, fazendo a escolha. Nós as mulheres, em geral, sempre temos um nome feminino, escolhido ainda na infância, quando brincávamos com nossas bonecas. Mas dificilmente temos um nome para o sexo masculino. Tenho a impressão de que, inconscientemente, deixamos para o pai da criança, que por muitas das vezes tem a velha mania de homenagear alguém ou a eles próprios.Quando são nomes apresentáveis, aceitamos bem, mas quando não são...Nesse caso, estamos em desvantagem, já que são eles, na maioria dos casos, que fazem os registros, podendo registrar da forma que quiserem. Isso ocorreu com uma conhecida, que acertou com o marido de registrar o seu filho de Mateus, Lucas ou Hugo. Na hora de registrar ele resolveu homenagear um primo amigo e colocou um nome não muito comum no menino."Helldjofson". A coitada chorou uma semana.

Há os pais que utilizam de recursos para colocar nomes em seus filhos. Pode dar certo ou não. Uma prática comum é juntar nome do pai com o da mãe. Cruzes. Outro recurso é usar nomes de pessoas famosas, ídolos, etc. Nesse caso é preciso muito cuidado, pois o nome pode ou não combinar com a pessoa. Alain Delon, por exemplo - muito encontrado em registros, mas nem sempre os premiados são assim um “Alain Delon”.Um dia desses li na internet algo como Laion, Pantro e Xitara, nomes de três irmãos homenageando a geração de Thundercats. Já posso imaginar as gozações que eles sofrem e sofrerão no decorrer de suas vidas. Outra forma é utilizar as mesmas sílabas iniciais, ou a mesma letra inicial, prática muito utilizada tempos atrás por pais com vários filhos, mas ainda encontrada no dia de hoje. E aquelas mães que, por natureza, trocam os nomes de seus filhos aos chamá-los, com certeza irão se complicar um pouquinho mais nessa situação.

O bom senso! É isso que devemos utilizar ao escolher os nomes para os nossos filhos. Pensando sempre nos apelidos que podem sair dali. É bom prestar também atenção se o nome e o sobrenome juntos não formam uma frase constrangedora ou engraçada, poupando-os assim de gozações e aborrecimentos futuros. Eurina Pinto! Ninguém merece!


NICE BACCHINI

19/04/2011

A primeira vez a gente nunca esquece...

Chegou o grande dia, senti um frio na barriga, fiquei um pouco nervosa. Pensei em desistir, pois tinha medo de não conseguir chegar até o fim, não queria fracassar. Suava muito - Meu Deus! Se antes de começar estava suando, imagine durante! O dia estava bonito, sem nenhuma nuvem. Fazia muito calor. Não sei porque aceitei fazer parte disso, precisava de mais tempo para me preparar.

Passei protetor solar no corpo todo e fiquei aguardando o momento certo para iniciar. Recebi um toque no meu braço, susto, estava na hora. Comecei devagar, em ritmo lento, pensando sempre no momento em que meu corpo precisaria de maior esforço. O suor caia sobre o meu rosto. O sol queimava todo o meu corpo. Novamente pensei em desistir, mais tinha que continuar, não podia deixar de lado algo que era importante para mim. Comecei a sentir sede, precisava de água, vi um copo cheio à minha frente, não resisti e bebi. Tocava uma música no Ipod, era muito lenta, precisava de algo mais estimulante. Na próxima vez pensarei nisso.

Olhei para os lados, procurando me distrair, observando sempre os movimentos, alguns rápidos, outros lentos. Uns pareciam bonecos de posto de gasolina, com pernas e braços sendo jogados para todos os lados. Eram tão cômicos que não agüentei, caí na gargalhada. Aliás, não sei onde encontrei forças para rir assim. Pois meu corpo doía todo, minha cabeça parecia que ia explodir, minhas pernas estavam fracas e o suor já havia tomado todo o meu corpo. Parei de rir, pois precisava chegar até o final. Não podia desistir. Todos esperavam isso de mim. Estou chegando! Falta pouco! Vou conseguir! Foi então que comecei a dar umas passadas mais rápidas, a linha de chegada estava logo ali e precisava passar a braçadeira para outro companheiro da equipe, pois era uma corrida de revezamento de 40 km, em que cada membro de equipe percorre 4km. Cruzei a linha de chegada. Um pouco cansada, sem fôlego, mas inteira! Assim foi a minha primeira corrida de rua...
                                                                                                                
                                                                                                     

       Estreando na Arena das Crônicas, como colaboradora, sendo  a minha primeira vez,   jamais vou esquecer...

NICE BACCHINI