13/05/2011

PROCEDIMENTO DE FINO TRATO DA GERAÇÃO ATUAL...

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Dia  desses me deparei com algo (quase...) inusitado nos dias atuais, no que se refere ao comportamento educado da nova geração.

Atos simples que deveriam ser procedimentos corriqueiros, e que nos dias de hoje transformaram-se em algo que se releva e que são enquadrados em atos louváveis aos olhos dos que observam regras comportamentais mínimas que denotam uma boa educação.

Com o advento do aumento da expectativa de vida do ser humano (que hoje, em média, está por volta dos 73 anos de idade), proliferaram campanhas e ações visando propiciar uma melhor qualidade de vida aos chamados “enquadrados na 3ª idade”. É bom frisar que, guardadas as devidas proporções, amiúde também se tem ventilado e aos poucos se tem realizado este tipo de ação também para os deficientes, dos menores considerados incapazes civilmente, dos marginalizados, dos injustiçados...

Em relação ao aumento crescente da expectativa de vida da população, cabe aqui comentar a diferença numérica existente em relação à épocas remotas. Conta-se, por exemplo, que Santa Mônica, genitora de Santo Agostinho, faleceu aos 55 anos e já era considerada anciã! Hoje, vemos mulheres em pleno apogeu de sua existência na faixa dos 50 aos 60 anos de idade!

Retomando ao assunto referido no inicio desta, como frequentador/usuário assíduo de transporte coletivo de uma forma geral (ônibus, metrô, trem...) tenho observado os cuidados que têm sido devotados àqueles segmentos da sociedade acima referidos.
Há algumas leis, dentre as quais algumas desde algum tempo promulgadas, e que não eram devidamente seguidas pela grande maioria daqueles que deveriam fazê-lo. Muitos são os exemplos dessas obrigações que deveriam ser seguidas, mas que eram (ou são...) ignoradas na maioria das vezes.

Como um primeiro exemplo, observemos o caso dos estacionamentos cedidos pelos grandes supermercados. Há, nos mesmos locais, sinalizados como para uso exclusivo de idosos e deficientes. Constantemente, vemos pessoas jovens e saudáveis ocupando estes locais reservados e, se porventura forem “abordados” por alguém que efetivamente deveria fazer uso do “privilégio”, nem sempre agem com boa educação ou com espírito de entendimento de seu “erro”.

Há alguns grandes supermercados que optaram por cercar com correntes estes locais reservados, mantendo um funcionário “de plantão” para coibir o uso por parte daqueles que não se enquadram nas condições necessárias e suficientes para sua utilização. Confesso, atabalhoado, que já presenciei eventos de áspera discussão entre o encarregado da liberação do espaço com pessoas que insistiam em ocupá-lo, mesmo sem enquadrar-se nos quesitos exigidos para fazê-lo!

Especificamente reportando-me ao que me deparei e que mencionei em meu preâmbulo, cito caso que ocorreu no interior de um transporte que utilizo frequentemente. Nestes ônibus existem bancos, cujos encostos diferem em sua cor dos demais bancos do coletivo, além de ter grafadas em letras garrafais nos vidros das janelas contíguas aos citados bancos os dizeres: ASSENTO RESERVADO ÀS GESTANTES, AOS IDOSOS, AOS DEFICIENTES E AS MULHERES CARREGANDO CRIANÇAS DE COLO.

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Nem é preciso dizer que, principalmente nos horários nos quais há uma maior incidência de passageiros, existe um tremendo desrespeito a estas normas prescritas. Jovens ocupam os lugares reservados enquanto pessoas que se enquadram nas condições estipuladas para seu uso permanecem em pé, executando verdadeiras manobras para não sofreram quedas com os solavancos originados pela viagem empreendida. E os jovens utilizam-se de vários artifícios para tentar eximir-se da condição de usurpadores que ocupam. Há os que “fingem” cochilar, há os que dialogam com seu colega (também usurpador...) que viaja ao seu lado, há os que fingem ler livros, cadernos, há os que fecham os olhos enquanto embalam-se ao som do seu walkman...

No dia referido, surpreendentemente, um jovenzinho que encontrava-se confortavelmente sentado em companhia de uma amiga em um dos bancos “reservados”, levantou-se e delicadamente ofereceu seu o lugar em que estivera sentado até então para uma idosa que encontrava-se “empastelada” no corredor apinhado do coletivo. A senhora, agradecida, acomodou-se no lugar que por direito lhe pertencia, enquanto o jovem ficou “espremido”, ocupando o lugar que lhe sobrou.

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A jovenzinha, companheira do jovenzinho (convém salientar que ambos portavam uniformes escolares de escolas municipais...) olhou para o “companheiro”, sorriso estampado no rosto, e vociferou:

--- Pô, meu! Se deu mal, hein?

Ao que o jovenzinho respondeu:

--- Sê vê, né? Nóis tem que dá lugá para os véio...



HICS

10/05/2011

PROFESSAR

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Em criança gostava muito de brincar de professora. Colocava meus bonecos sentados e como eram poucos, completava a “turma” com garrafas de refrigerantes. Assim tinha uma classe numerosa. Vivia cercada de papéis, quadro negro, apagador, giz e lápis de colorir.

Tínhamos um amigo da família que um dia me deu um caixote muito grande, acho que era de transportar bacalhau, e ali eu fiz a minha escola.

Ao completar o ginásio já tinha vontade de ser psicóloga e cursar o antigo curso normal não me daria embasamento para fazer o vestibular para Psicologia. Optei por fazer o curso científico e não me formei em professora primária.

Durante a minha graduação, fiz matérias pedagógicas para poder tirar a licenciatura em Psicologia.

Comecei, ainda no 4º ano, a lecionar para turmas de Formação de Professores.
Profissão que sempre exerci com muito prazer. Aprendi muito com meus alunos, minha memória afetiva guarda lembranças que marcaram momentos especiais da minha vida.
Em 1981, passando por um momento delicado da minha vida, vendo meu 1º casamento, que só tinha 3 anos, começando a desmoronar, andava triste, mas procurava não passar esse sentimento em sala de aula.

Naquela época tinha vontade de ganhar um ursinho, assunto que nunca havia comentado com alguém, pois após o expressar do meu desejo o presente poderia chegar, mas não teria graça, gostaria de ganha-lo porque achava um presente fofo.

Dia de aniversário, chego à sala de aula e encontro uma festa surpresa, alunos prepararam um livreto com dedicatórias em páginas individuais e acompanhado desta relíquia, o presente: O urso tão desejado. Não preciso dizer que chorei horrores de emoção. Como podiam aquelas meninas de 15, 16 anos, terem tanta sensibilidade, perceberem o meu momento, momento que precisava de colo, de acolhimento?
Como adivinharam o presente que durante anos eu sonhei em receber?

A cada dia me apaixonava mais pelo processo ensino-aprendizagem, pela troca com o outro, pelo ensinar e aprender. Tive um amigo, Carlos, professor de Literatura que a cada vez que eu chegava à sala dos professores falando meus projetos, comentando as aulas, o desempenho dos alunos, ele dizia que eu tinha “orgasmos pedagógicos” e todos riam dessa minha motivação, que para alguns, era exacerbada.

E assim durante 31 anos trabalhei com Formação de Professores. Há dois anos me aposentei no Estado, não sentia mais motivação em preparar professores para atuar em turmas de 1ª a 4ª séries que não tinham amor à profissão, que não chegavam ali por um ideal e sim através de um sistema de matrículas que encaminha o aluno para a escola mais próxima de sua residência. Fui me decepcionando e não queria ser cúmplice num sistema de ensino capenga, sem valores, sem ideais.
Penso que o Professor deveria chamar-se PROFESSAR.
Professar idéias,
Professar paixão pelo outro,
Professar o respeito pelo aluno,
Professar o sentimento da gratidão,
Professar o amor pela profissão.

Obrigada a todos os alunos que passaram na minha vida profissional, hoje muitos são meus amigos pessoais, que me fizeram CRES- SER!

Registro meu carinho especial para amigos professores pelos quais nutro uma profunda admiração:
Aída Gonçalves Ferreira, Anna Maria Lima, Denise Feresin, Elka Carvalho, Filipe Couto, Geni dos Santos, Georgete Lopes, Jaqueline Moulin, Jayme Nunes, Luana Siqueira, Maria Alice Ferreira, Maria Lucia, Marília Soares, Miriam Sofiatti, Nilce Aguilera, Mônica Paiva, Roberto Leal, Silvio Ferreira, Valdelice Gomes, Vilme Lobianco.
E aos  meu mestres inesquecíveis:
Dra. Nise da Silveira , Professor Antonio Soares Malveira , Professora Maria das Graças, Professor Helio Alonso, Professor Julio , Professora Vilma Longo e Tia Alba, minha 1ª professora.


REGINA COELI

Conheça mais sobre a obra de Regina Coeli:



06/05/2011

"AO ACORDAR SORRIA"




Estava sonhando, descansava em uma praia, observando o mar e admirando a paisagem, que era maravilhosa, tocava uma música muito longe, relaxante. “Ao acordar, bom dia, ao acordar, sorria”, era o refrão da música que se repetia. Despertei com o som que ficou alto e tão próximo de mim. Era o meu despertador. Abri os olhos com uma vontade grande de continuar dormindo e voltar a sonhar. Mas tinha que levantar, acordar e arrumar meu filho e deixá-lo na escola, para depois ir trabalhar.

  Com o refrão da música na cabeça, levantei-me. O dia prometia ser bom! Arrumei-me, arrumei meu filho, peguei nossas coisas. Sempre cantando o refrão. Pronta para sair, quando ouvi meu filho: - Mamãe! Quero fazer “o número dois”. Pensei: e agora?! Vamos nos atrasar! Coloquei todas as coisas que eu carregava em cima da mesa, não eram poucas, e o levei ao banheiro, sempre cantando o refrão da música. Demorou um pouco. Saímos. Estávamos atrasados. Tudo bem! Sorri!

  Chamei o elevador. De repente, a luz se apagou. Eu mereço! Pensei! Faltou Luz! Desci com meu filho no colo os cinco andares de escada. Menos mal - pensei. Poderíamos ter ficado presos no elevador. E "ao acordar, bom dia, ao acordar, sorria" na minha cabeça. Entrei no carro, dei partida, saí apressada. Enfim chegamos ao colégio. Meu filho era pequeno, por isso precisava acompanhá-lo até a sala de aula.

  Estacionei o carro e procurei minha sandália. Achei somente um pé. Meu Deus! - exclamei. Como o perdi? Tenho certeza que desci com as duas! Foi então que  me lembrei de um ocorrido tempos atrás, quando entrei no carro e deixei um pé do meu tamanco no estacionamento, pois tenho mania de dirigir descalça. Só podia ter ocorrido a mesma coisa. Meio sem graça, saí do carro descalça. Mas tive sorte em encontrar a professora do meu filho no estacionamento, expliquei a situação, ela riu e levou-o até sua sala.

 Voltei para casa. Quando entrei na garagem, avistei de longe o outro pé da sandália na minha vaga da garagem, ali, parado. Ao pegá-lo, parecia que sorria para mim. Foi então que me lembrei daquele refrão, não sorri, apenas caí na gargalhada. E o resto do dia? Bom! Foi ótimo!!!!


                                         NICE BACCHINI


Esse texto retrata o perfil da mãe de hoje.  Uma mulher moderna, que divide seu tempo entre o  filho e o trabalho,  procurando sempre estar presente  nesse dois mundos, algo por muitas das vezes difícil,  mas não impossível para  uma mãe que ama seu filho. Enfim, dedicamos esse texto a todas as mulheres que querem apenas “ser MÃE”... FELIZ DIA DAS MÃES !


05/05/2011

FALA, BLOGUEIRO!! - ROSANE MAREGA



ROSANE MAREGA - Blog ROSANE MAREGA


Ela nasceu em Marília, no interior Paulista, mas foi na minha querida Maringá, norte novo do Paraná, onde a encontrei. E foi também por lá que meu queixo, literalmente, caiu.
A intenção era entrevistar uma poetisa apaixonada, tranquila, daquelas que segue o ritmo interiorano, onde a luz do dia tem preguiça de dar espaço ao luar, mas fui surpreendido por um verdadeiro furacão.
Para começar (friso aqui a palavra "começar") a conhecer Rosane Marega, dê uma passadinha no blog Rosane Marega e se delicie com seus versos. Em suas poesias, a paixão e o ardor tomam conta, e se por vezes ela deixa escapar um fiapo de tristeza, no instante seguinte envolve com um contagiante pedido de carinho, e já se declara "xonada" pela vida novamente.
Mas, não pare por aí não. Vá até o Pensador, ou então ao Poetas Vivos, ao teatro...


música: Rosas (Ana Carolina) - by YouTube
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Pensei em falar da poesia, sempre quente e sensual. Pensei em falar da mulher apaixonada, obstinada na busca da felicidade e do amor. Pensei em falar da guerreira, que já caiu e levantou, e nos esfolados que a vida proporciona, aprendeu com os erros, mas jamais perdeu a humildade diante dos acertos.

No entanto, quem conhece Rosane Marega apenas por seus versos, pode se surpreender rapidinho numa simples conversa com essa “mineirinha espanholada”, como ela mesma se define.

Diretora, produtora, coreógrafa e autora de peças teatrais, produtora de shows musicais, compositora, locutora de programas de rádio, já trabalhou na TV, escritora, poetisa... e ainda arranja tempo para ações sociais, visitando orfanatos e asilos.

Se for para defini-la, creio só existir uma palavra no dicionário para ilustra-la: INTENSA. Aos quatro anos de idade, já cantava. O tempo passou, e ela agora encanta. Viveu emoções, se vestiu de amor, poetizou a vida e colocou um pouquinho de pimenta nos versos que contam sua história.

Conhece-la melhor, foi como ter uma aula de pura ARTE. 


Aplausos para ROSANE MAREGA.


Arena das Crônicas - Você já vivenciou, trabalhando, o rádio e a televisão. Como veio parar nos blogs? Necessidade de utilizar as novas mídias, curiosidade ou um meio para mostrar sua arte?
Rosane Marega - A principio, foi apenas para divulgar o que escrevo, mas, com o passar do tempo, fui descobrindo a grande magia em ser Blogueira, e confesso que agora sou fascinada pelo meu espaço E, pelo espaço de muitos blogueiros.

AC - Desde quando você é blogueira?
Rosane - Desde 22 de junho de 2009, ou seja, quase dois anos.

AC - Além do seu blog pessoal, escreve em mais algum lugar?
Rosane - Sim, em vários, mas não com a mesma freqüência que o blog.

AC - Defina o que é ser "blogueira"?
Rosane - Ser blogueira, além do prazer em dividir o que você escreve com outros poetas ou com outras pessoas que mesmo não sendo poetas, tem a alma sensível tanto quanto, é maravilhoso! Sendo blogueira, você tem ainda a passagem livre para conhecer um mundo de magia, um mundo onde a leitura, a escrita, é super respeitada e me dá um prazer enorme. E através desse Portal maravilhoso, posso também fazer grandes amizades... e fiz.


AC - Depois desse tempo com seu blog no ar, você pode afirmar que conseguiu o que buscava quando o idealizou? Ele te satisfaz?
Rosane - Sim, com certeza! “O meu Blog é como uma taça de morango com chantily”.

AC - A blogosfera nos proporciona a aproximação com um infindável número de pessoas e derruba fronteiras. Mas, dificilmente podemos afirmar quem está do outro lado da telinha, ou se a pessoa é ou não de confiança. Você tem amigos verdadeiros na blogosfera?
Rosane - Amigos verdadeiros... se eu te disser que não, estarei mentindo. Fazemos, sim, lindas amizades, e tem algumas pessoas que, quando vemos, já moram aqui dentro do coração, as afinidades são muito fortes. Mas para ser amigo verdadeiro na blogosfera, acredito eu que, vamos ser realistas, é um tiro no escuro.
E o que fazer se não acreditar na pessoa que está do outro lado e que você se identificou muito? Só resta tomar certos cuidados e ir descobrindo aos poucos se realmente é ou não uma pessoa amiga. Posso te dizer que muitos eu já consigo ter a certeza de que somos amigos, e alguns ainda estou descobrindo.

AC - Você é uma amante das letras. Como começou a escrever e em que estilos escreve?
Rosane - Comecei ainda criança e sempre para o lado romântico.
De repente... é assim...
A folha de uma arvore balança!
O vento toca a minha pele!
Uma musica chega aos meus ouvidos!
Um arrepio invade o meu corpo!
Simplesmente um pensamento me domina!
Tudo é motivo para acordar a inspiração, e não tem hora e nem lugar.

AC - E a música? Como ela entrou em sua vida?
Rosane - Vou dizer uma coisa que eu tenho quase a certeza de que aconteceu:
“Quando eu estava dentro da barriga de mamãe, usava o cordão umbilical como flauta. Então, posso afirmar que a musica não entrou em minha vida. Ela é a minha vida.”.


AC - Existe algum jeito de conciliar a música, a televisão, o teatro e os blogs, ou você trata cada coisa de forma diferente?
Rosane - Conciliar, não sei. Acho que nunca fiz todos ao mesmo tempo, mas alguns se misturam sim e todos são, para mim, uma grande paixão.

AC - Teatro. Qual a sua vivência, hoje, com essa arte?
Rosane - Acabei de escrever uma peça “O Amor Em Meus Pensamentos”.
E talvez, essa seja a minha mais ousada criação. Estou ansiosa e muito atrasada nos preparativos para colocá-la pronta no palco.

AC - A web te auxilia em suas ocupações no teatro?
Rosane - Sim, embora não sobre muito tempo para pesquisas.

AC - Existe uma receita, ou uma forma, para buscar criatividade, ou isso nasce com a pessoa?
Rosane - Claro que já nascemos com instintos maravilhosos, mas, quanto mais buscamos, mais evoluímos, e isso é simplesmente fantástico!
"Querer, Ser ou Deixar Acontecer, só depende de Nós!". (Rosane Marega).

AC - Por vezes, incentivamos àqueles que vemos que têm talento, mas não estão sabendo aproveitar. No entanto, existem aquelas pessoas que vemos que estão perdendo tempo (seja no teatro ou nas letras) e que mesmo apaixonadas pelo que tentam fazer, só estão perdendo tempo. Devemos utilizar a sinceridade e dizer “lamento, mas seu talento é outro.”, ou vale a pena continuar incentivando?
Rosane - Acredito, piamente, que o verdadeiro amigo é aquele que diz a verdade e por essa verdade acabamos descobrindo o próprio dom, porque talento, todos nós temos e apenas precisamos descobri-lo e desenvolve-lo.

AC - Rosane Marega é extremamente ligada às artes, em vários aspectos. Você enxerga a web como “ferramenta” de divulgação de novos talentos? É uma ferramenta válida, ou apenas algo que mais ilude do que realmente resolve algo?
Rosane - A web é uma ferramenta MARAVILHOSA, sendo usada da forma correta, é fantástica.

AC - Todos os que são envolvidos com a arte (num aspecto geral), já tiveram seus tropeços. Alguns ficam pelo caminho, enquanto outros persistem e continuam na jornada. É dura a vida de quem se dedica a este mundo?
Rosane - Sim, e os tropeços são muitos, mas quando o amor fala mais alto, os obstáculos são apenas um incentivo.


AC - Se aquela menina, que com 4 anos de idade já era influenciada pela música e pelas artes, tivesse internet, ela seria diferente hoje? A ausência de tecnologia, na época, te ajudou a ter esse gosto pelas artes e pela cultura?
Rosane - Com certeza, internet é uma invenção poderosa, maravilhosa, mas muito perigosa. Aos 4 aninhos, longe dessa tecnologia que acaba por prender muito crianças e adultos, eu aproveitei bem mais a magia da natureza e com isso a sensibilidade pelas artes e cultura ficaram bem mais fortes. Hoje sim, eu sei separar e controlar os impulsos.

AC - Então, a internet está castrando um pouco essa essência artística de alguns jovens, ao dirigi-los para uma cultura mais “enlatada”?
Rosane - Sim, com certeza e infelizmente eles demoram a perceber isso.

AC - Você já trabalhou com duplas sertanejas. As mais antigas, nasciam do talento natural que tinham, ou por influência de pais, parentes ou amigos que já eram envolvidos com isso. Porém, sobrevivem até os dias atuais.
E hoje, pode-se dizer que o novo sertanejo é puramente “um jeito de ganhar dinheiro fácil”? Os novos sertanejos (ou a música jovem em geral) têm um sucesso meramente efêmero? Seria, no caso, os efeitos colaterais da internet, que facilita tudo mas, ao mesmo tempo, faz cair no esquecimento rapidamente?
Rosane - Acredito que muitos comecem sim, por influência dos pais ou pela ilusão do dinheiro fácil, e por isso seja realmente efêmero para muitos e até mesmo para alguns que chegam a conseguir a tal esperada FAMA, mas depois acabam sendo dirigidos pela ambição e se auto destroem.
Não só a internet facilita uma ilusão. Toda e qualquer mídia tem esse poder de fazer brilhar e destruir ao mesmo tempo. Mas, já trabalhei muito com musica, e assisti de pertinho a garra e o talento verdadeiro de muitos artistas, e é lindo, impressionante quando o amor esta a frente.

AC - Conheci você através de seu blog de poesias. E reparei nele um estilo bastante sensual e apaixonado. Você é uma romântica inveterada?
Rosane - SIM! SIM! SIM!

AC - Alguns blogueiros, ou pessoas que frequentam a web, se aproveitam do anonimato para mudar de personalidade. Acham que na web “vale tudo”. Seu estilo sensual ao compor suas poesias já te trouxe contratempos? Já precisou enfrentar algum ou alguma blogueiro(a) mais saidinho? Em resumo, já levou alguma cantada?
Rosane - SIM!

AC - Existem perigos na web? Quais?
Rosane - Sim e isso assusta. Pessoas que dizem ser o que não são. Os cuidados que devemos ter para não ficarmos expostos a esses perigos tem que ser constantes.

AC - Em suas poesias, por vezes você está triste, e essa tristeza é sentida facilmente por aqueles que estão lendo. No entanto, dizem que “o poeta é um fingidor...”. Existe mesmo essa tristeza, ou são apenas versos, independente do que você esteja sentindo?
Rosane - Essa tristeza, por vezes, é muito real. Em outras, apenas versos.
O que me judia, é a intensidade no sentir. O que é triste para você, para mim é triste demais. O que é alegre para você, para mim é alegre demais.
E eu gosto com muita facilidade das pessoas e por essa intensidade, me machuco também, com a mesma facilidade.


AC - E seus versos mais quentes, carregados de tesão? São apenas versos, ou naquele momento, a poesia se veste com seus sentimentos?
Rosane - Sou eu dentro de cada letra que compõe o poema, o verso ou o pensamento. Um encontro totalmente excitante.
Nem sempre escrevo o que sinto. Mas, sempre sinto tudo o que escrevo.
90% de puro tesão! 10% é a partida do motor! Não dá para ser diferente.

AC - Os amores e desamores da Rosane Marega, aqueles que já ficaram no passado, influenciam esse “tesão” todo na hora de escrever, ou é o presente e o futuro que comandam seus versos?
Rosane - Como sou uma pessoa que nunca se arrepende do que faz, o passado sempre é uma boa recordação. Mas, o presente é o que comanda essa sensação tão deliciosa na hora de escrever. O futuro é apenas um talvez.

AC - Você é intensa, romântica, enfim, uma sonhadora no melhor sentido da palavra. Você se acha “deslocada” do seu tempo? Gostaria de ter vivido numa época mais romântica e menos materialista?
Rosane - Sim, por vezes é bem assim. Tenho a impressão de que não sou normal, que sonho demais e que todos a minha volta percebem, e isso me faz sentir um tanto deslocada.
Talvez, a forma como enxergo e sinto o amor seja mesmo exagerada, e até já tentei mudar, juro, mas não consigo. O amor, sem nenhuma demagogia, é para mim o começo, o meio e o fim de qualquer meio de sobrevivência. Nasci pelo amor, vivo o hoje por e com amor, morrerei em um dia no amanhã, após cumprir minha missão, envolvida em amor, e acredito na vida após a morte, onde o amor é  sentido plenamente, como o próprio ar.
Admiro quando vejo o romantismo tão presente, aconchegando as pessoas, e acredito que não seja preciso uma outra época para se viver um romance louco e avassalador. Ele pode ser ousadamente vivido agora, e aqui mesmo na blogosfera, estou encantada com a descoberta de tantas pessoas românticas (homens e mulheres), e isso é lindo!
Quer saber? Rsrsrs.
Eu adoro ser romântica. É muito bom sentir as sensações que o romantismo provoca:
Dengos na hora do carinho,
Ganhar e mandar flôres,
O olho no olho na hora das carícias,
A entrega sem censuras na cama,
A ternura no toque,
A ousadia do querer,
O bom humor, o sorriso...
Enfim, é gostoso DEMAIS!

AC - Se pudesse voltar no tempo, mudaria algo, ou faria tudo igual, novamente?
Rosane - Ah, mudaria não. Foi tudo tão bom, tão bonito. Errei e aprendi onde não poderia mais errar! Chorei, mas continuo a sonhar! Sorri e adoro gargalhar!
Seria a mesma Rosane vivendo tudo novamente!

AC - A Rosane Marega é, notoriamente, uma guerreira, e poucos a enxergam como eu te vejo agora, depois dessa nossa conversa. Na vida real, o que te faz chorar e o que te faz sorrir?
Rosane - Uai, depois de um elogio carinhoso assim, começo a resposta agradecendo o “Guerreira".
O que me faz chorar?
-Quando a alma dói e as vezes quero ir para algum lugar, mas não sei onde e como, então choro;
-Indiferença é terrível. Diga que me odeia, mas não me ignore, porque choro;
-Pela paixão que sinto por crianças e, em especial, as carentes. Não suporto ver o sofrimento, a dor delas e, choro (visito mensalmente as crianças do orfanato, e aprendo muito com elas e... Ah,elas são lindas);
-Todo primeiro domingo de cada mês, visito os idosos de um asilo aqui da minha cidade, tomamos um café da tarde juntos, conversamos, brincamos e já somos uma familia, AMO eles, mas na hora de ir embora... eu choro (são verdadeiros professores da vida);
Preconceitos – Drogas – Violência – Abandono – Dor – Fome – Doenças – Descasos – Mentiras - choro, choro, choro, choro, choro.

O que me faz sorrir?
-Ter a certeza que, sou FELIZ porque POSSO buscar a felicidade sempre;
-Ter a certeza que, dia após dia, POSSO ser um ser humano melhor;
-Ter a certeza que POSSO fazer muito mais hoje do que ontem;
-Ter a certeza que o AMOR está em mim em cada novo amanhecer;
-Ter a certeza que o aconchego da minha família é real;
-Ter a certeza da minha FÉ em DEUS;
-Abrir os olhos e sentir a vida, e ter a certeza que posso amar e sonhar e realizar e... SORRIO! SORRIO! SORRIO! SORRIO!

AC - No teatro, no rádio ou na TV, é comum aquela vida de “altos e baixos”. Mas na blogosfera parecemos nos afetar mais quando notamos que nosso “público” sumiu. Já se sentiu abandonada por seus leitores?
Rosane - Sim, porque nem sempre tenho tempo de comentar outros blogs. A correria me faz apenas “passar” e muitas vezes somente ler os amigos, e alguns deles, percebo que se eu não comento, eles desaparecem... e dói, não é?


AC - O que você acha daqueles blogueiros que só estão atrás de audiência, e que fazem comentários do tipo “oi, linda postagem”, e que sequer lêem o que está escrito no post?
Rosane - Acredito que pessoas assim não sentiram ainda a magia da leitura, de sentir a escrita de outra pessoa arrepiando o corpo. Não sabem o que estão perdendo.

AC - O que você acha do plágio, e como se defender dele?
Rosane - Plágio é simplesmente deprimente.
Como se defender? Não sei, essa coisa parece crescer tanto e tudo que possamos fazer para nos precaver ainda é pouco... Difícil.

AC - O que tira você do sério na internet?
Rosane - Saber da existência de pessoas que usam esse meio para destruir.

AC - Qual tipo de blog te desagrada?
Rosane - Layout carregado demais, porque não se consegue ver muito, trava a todo instante.

AC - E qual tipo te agrada?
Rosane - Os que não tenham layout carregado demais, e principalmente quando encontro amor.

AC - Quem é Rosane Marega?
Rosane - Uma mulher apaixonada pela vida.
Romântica ao extremo, simples em sua natureza.
Adora desafios, moleca, teimosa.
Maluca... ela conversa com a lua e deita no telhado!
Ela adora uma noite de sedução com direito a morangos e chantily.
Rsrsrsrs.  Acho que é por ai.

AC - Rosane Marega na vida real:
Um sonho:
Rosane - Uma explosão de amor em todos os sentidos. Já pensou que lindo? E não é impossível.
Uma realidade:
Rosane - A minha tristeza em assistir as drogas tomando conta do mundo.
Um medo:
Rosane - Que um dia eu não consiga escrever mais nada.

AC - Se você fosse “dona” da web, o que mudaria nela e nos blogs?
Rosane - Tentaria oferecer mais segurança, quem sabe assim, os que querem apenas e tão somente bagunçar, ofender e destruir, encontrariam maiores dificuldades. 


AC - Para encerrar, fale um pouco de seus projetos futuros, incluindo tanto a blogosfera quanto seus projetos fora da web.
Rosane - Blogosfera?  TO XONADA POR ELA.
-Teatro? "O Amor Em Meus Pensamentos" - Minha terceira peça!
Deus abençoou, eu a escrevi e agora estou na loucura, na correria e espero logo estar convidando vocês para a estréia, mas, ainda vai demorar um pouquinho, esta tudo atrasado. O teatro toma muito tempo.
-Livro? Estou batalhando pelo meu...UAI! Fui convidada para estar entre grandes escritores no livro “Cem Poemas, Cem Poetas” e eu, emocionada, aceitei. Estou aguardando o resultado do concurso do site “Poetas Vivos”.
-Rádio? Estou com muita saudade...
-TV? Com muita saudade também...
-Literatura? Quero Ler muito, sempre mais, mas muito mesmo e escrever, escrever, escrever, ESCREVER MUITOOOO...
Em minhas mãos, Deus confiou um Dom e eu o cumpro com muito Amor!

Agradeço pela oportunidade de mostrar um pouquinho do que sou, do que gosto, do que faço! Ah, se eu pudesse aproveitar essa deixa e dizer o nomezinho de todo aquele povo lindo que segue meu blog ,mas, não da, porque graças a Deus é um montão de gente, então através do Arena, aqui eu deixo um OBRIGADÃO, por eles existirem.
E graças a vocês, hoje eu vim aqui falar um pouquinho de mim, e vocês estão em mim também!
O meu blog só existe porque vocês existem!
            "EU AMO A VIDA E VIVO AMANDO
            A CADA MINUTO DESSE MEU VIVER
                  AFINAL, FOI ELA, A VIDA!
                     QUEM ME DEU... VOCÊS! "
                         (Rosane Marega)
                    Ah, Sou xonada nocêis uai.

Quero terminar essa entrevista dizendo assim:
"EU AMO O AMOR, QUE ME FAZ AMAR... O AMOR!".


Música: Você em mim - Letra, música e voz: Rosane Marega



Conheça um pouco mais de Rosane Marega:


Marcio JR


Obs.: O fragmento de texto que consta na imagem ilustrativa desta matéria, é de autoria de Rosane Marega, e foi extraída do texto PENSAMENTOS.