06/05/2011

"AO ACORDAR SORRIA"




Estava sonhando, descansava em uma praia, observando o mar e admirando a paisagem, que era maravilhosa, tocava uma música muito longe, relaxante. “Ao acordar, bom dia, ao acordar, sorria”, era o refrão da música que se repetia. Despertei com o som que ficou alto e tão próximo de mim. Era o meu despertador. Abri os olhos com uma vontade grande de continuar dormindo e voltar a sonhar. Mas tinha que levantar, acordar e arrumar meu filho e deixá-lo na escola, para depois ir trabalhar.

  Com o refrão da música na cabeça, levantei-me. O dia prometia ser bom! Arrumei-me, arrumei meu filho, peguei nossas coisas. Sempre cantando o refrão. Pronta para sair, quando ouvi meu filho: - Mamãe! Quero fazer “o número dois”. Pensei: e agora?! Vamos nos atrasar! Coloquei todas as coisas que eu carregava em cima da mesa, não eram poucas, e o levei ao banheiro, sempre cantando o refrão da música. Demorou um pouco. Saímos. Estávamos atrasados. Tudo bem! Sorri!

  Chamei o elevador. De repente, a luz se apagou. Eu mereço! Pensei! Faltou Luz! Desci com meu filho no colo os cinco andares de escada. Menos mal - pensei. Poderíamos ter ficado presos no elevador. E "ao acordar, bom dia, ao acordar, sorria" na minha cabeça. Entrei no carro, dei partida, saí apressada. Enfim chegamos ao colégio. Meu filho era pequeno, por isso precisava acompanhá-lo até a sala de aula.

  Estacionei o carro e procurei minha sandália. Achei somente um pé. Meu Deus! - exclamei. Como o perdi? Tenho certeza que desci com as duas! Foi então que  me lembrei de um ocorrido tempos atrás, quando entrei no carro e deixei um pé do meu tamanco no estacionamento, pois tenho mania de dirigir descalça. Só podia ter ocorrido a mesma coisa. Meio sem graça, saí do carro descalça. Mas tive sorte em encontrar a professora do meu filho no estacionamento, expliquei a situação, ela riu e levou-o até sua sala.

 Voltei para casa. Quando entrei na garagem, avistei de longe o outro pé da sandália na minha vaga da garagem, ali, parado. Ao pegá-lo, parecia que sorria para mim. Foi então que me lembrei daquele refrão, não sorri, apenas caí na gargalhada. E o resto do dia? Bom! Foi ótimo!!!!


                                         NICE BACCHINI


Esse texto retrata o perfil da mãe de hoje.  Uma mulher moderna, que divide seu tempo entre o  filho e o trabalho,  procurando sempre estar presente  nesse dois mundos, algo por muitas das vezes difícil,  mas não impossível para  uma mãe que ama seu filho. Enfim, dedicamos esse texto a todas as mulheres que querem apenas “ser MÃE”... FELIZ DIA DAS MÃES !


05/05/2011

FALA, BLOGUEIRO!! - ROSANE MAREGA



ROSANE MAREGA - Blog ROSANE MAREGA


Ela nasceu em Marília, no interior Paulista, mas foi na minha querida Maringá, norte novo do Paraná, onde a encontrei. E foi também por lá que meu queixo, literalmente, caiu.
A intenção era entrevistar uma poetisa apaixonada, tranquila, daquelas que segue o ritmo interiorano, onde a luz do dia tem preguiça de dar espaço ao luar, mas fui surpreendido por um verdadeiro furacão.
Para começar (friso aqui a palavra "começar") a conhecer Rosane Marega, dê uma passadinha no blog Rosane Marega e se delicie com seus versos. Em suas poesias, a paixão e o ardor tomam conta, e se por vezes ela deixa escapar um fiapo de tristeza, no instante seguinte envolve com um contagiante pedido de carinho, e já se declara "xonada" pela vida novamente.
Mas, não pare por aí não. Vá até o Pensador, ou então ao Poetas Vivos, ao teatro...


música: Rosas (Ana Carolina) - by YouTube
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Pensei em falar da poesia, sempre quente e sensual. Pensei em falar da mulher apaixonada, obstinada na busca da felicidade e do amor. Pensei em falar da guerreira, que já caiu e levantou, e nos esfolados que a vida proporciona, aprendeu com os erros, mas jamais perdeu a humildade diante dos acertos.

No entanto, quem conhece Rosane Marega apenas por seus versos, pode se surpreender rapidinho numa simples conversa com essa “mineirinha espanholada”, como ela mesma se define.

Diretora, produtora, coreógrafa e autora de peças teatrais, produtora de shows musicais, compositora, locutora de programas de rádio, já trabalhou na TV, escritora, poetisa... e ainda arranja tempo para ações sociais, visitando orfanatos e asilos.

Se for para defini-la, creio só existir uma palavra no dicionário para ilustra-la: INTENSA. Aos quatro anos de idade, já cantava. O tempo passou, e ela agora encanta. Viveu emoções, se vestiu de amor, poetizou a vida e colocou um pouquinho de pimenta nos versos que contam sua história.

Conhece-la melhor, foi como ter uma aula de pura ARTE. 


Aplausos para ROSANE MAREGA.


Arena das Crônicas - Você já vivenciou, trabalhando, o rádio e a televisão. Como veio parar nos blogs? Necessidade de utilizar as novas mídias, curiosidade ou um meio para mostrar sua arte?
Rosane Marega - A principio, foi apenas para divulgar o que escrevo, mas, com o passar do tempo, fui descobrindo a grande magia em ser Blogueira, e confesso que agora sou fascinada pelo meu espaço E, pelo espaço de muitos blogueiros.

AC - Desde quando você é blogueira?
Rosane - Desde 22 de junho de 2009, ou seja, quase dois anos.

AC - Além do seu blog pessoal, escreve em mais algum lugar?
Rosane - Sim, em vários, mas não com a mesma freqüência que o blog.

AC - Defina o que é ser "blogueira"?
Rosane - Ser blogueira, além do prazer em dividir o que você escreve com outros poetas ou com outras pessoas que mesmo não sendo poetas, tem a alma sensível tanto quanto, é maravilhoso! Sendo blogueira, você tem ainda a passagem livre para conhecer um mundo de magia, um mundo onde a leitura, a escrita, é super respeitada e me dá um prazer enorme. E através desse Portal maravilhoso, posso também fazer grandes amizades... e fiz.


AC - Depois desse tempo com seu blog no ar, você pode afirmar que conseguiu o que buscava quando o idealizou? Ele te satisfaz?
Rosane - Sim, com certeza! “O meu Blog é como uma taça de morango com chantily”.

AC - A blogosfera nos proporciona a aproximação com um infindável número de pessoas e derruba fronteiras. Mas, dificilmente podemos afirmar quem está do outro lado da telinha, ou se a pessoa é ou não de confiança. Você tem amigos verdadeiros na blogosfera?
Rosane - Amigos verdadeiros... se eu te disser que não, estarei mentindo. Fazemos, sim, lindas amizades, e tem algumas pessoas que, quando vemos, já moram aqui dentro do coração, as afinidades são muito fortes. Mas para ser amigo verdadeiro na blogosfera, acredito eu que, vamos ser realistas, é um tiro no escuro.
E o que fazer se não acreditar na pessoa que está do outro lado e que você se identificou muito? Só resta tomar certos cuidados e ir descobrindo aos poucos se realmente é ou não uma pessoa amiga. Posso te dizer que muitos eu já consigo ter a certeza de que somos amigos, e alguns ainda estou descobrindo.

AC - Você é uma amante das letras. Como começou a escrever e em que estilos escreve?
Rosane - Comecei ainda criança e sempre para o lado romântico.
De repente... é assim...
A folha de uma arvore balança!
O vento toca a minha pele!
Uma musica chega aos meus ouvidos!
Um arrepio invade o meu corpo!
Simplesmente um pensamento me domina!
Tudo é motivo para acordar a inspiração, e não tem hora e nem lugar.

AC - E a música? Como ela entrou em sua vida?
Rosane - Vou dizer uma coisa que eu tenho quase a certeza de que aconteceu:
“Quando eu estava dentro da barriga de mamãe, usava o cordão umbilical como flauta. Então, posso afirmar que a musica não entrou em minha vida. Ela é a minha vida.”.


AC - Existe algum jeito de conciliar a música, a televisão, o teatro e os blogs, ou você trata cada coisa de forma diferente?
Rosane - Conciliar, não sei. Acho que nunca fiz todos ao mesmo tempo, mas alguns se misturam sim e todos são, para mim, uma grande paixão.

AC - Teatro. Qual a sua vivência, hoje, com essa arte?
Rosane - Acabei de escrever uma peça “O Amor Em Meus Pensamentos”.
E talvez, essa seja a minha mais ousada criação. Estou ansiosa e muito atrasada nos preparativos para colocá-la pronta no palco.

AC - A web te auxilia em suas ocupações no teatro?
Rosane - Sim, embora não sobre muito tempo para pesquisas.

AC - Existe uma receita, ou uma forma, para buscar criatividade, ou isso nasce com a pessoa?
Rosane - Claro que já nascemos com instintos maravilhosos, mas, quanto mais buscamos, mais evoluímos, e isso é simplesmente fantástico!
"Querer, Ser ou Deixar Acontecer, só depende de Nós!". (Rosane Marega).

AC - Por vezes, incentivamos àqueles que vemos que têm talento, mas não estão sabendo aproveitar. No entanto, existem aquelas pessoas que vemos que estão perdendo tempo (seja no teatro ou nas letras) e que mesmo apaixonadas pelo que tentam fazer, só estão perdendo tempo. Devemos utilizar a sinceridade e dizer “lamento, mas seu talento é outro.”, ou vale a pena continuar incentivando?
Rosane - Acredito, piamente, que o verdadeiro amigo é aquele que diz a verdade e por essa verdade acabamos descobrindo o próprio dom, porque talento, todos nós temos e apenas precisamos descobri-lo e desenvolve-lo.

AC - Rosane Marega é extremamente ligada às artes, em vários aspectos. Você enxerga a web como “ferramenta” de divulgação de novos talentos? É uma ferramenta válida, ou apenas algo que mais ilude do que realmente resolve algo?
Rosane - A web é uma ferramenta MARAVILHOSA, sendo usada da forma correta, é fantástica.

AC - Todos os que são envolvidos com a arte (num aspecto geral), já tiveram seus tropeços. Alguns ficam pelo caminho, enquanto outros persistem e continuam na jornada. É dura a vida de quem se dedica a este mundo?
Rosane - Sim, e os tropeços são muitos, mas quando o amor fala mais alto, os obstáculos são apenas um incentivo.


AC - Se aquela menina, que com 4 anos de idade já era influenciada pela música e pelas artes, tivesse internet, ela seria diferente hoje? A ausência de tecnologia, na época, te ajudou a ter esse gosto pelas artes e pela cultura?
Rosane - Com certeza, internet é uma invenção poderosa, maravilhosa, mas muito perigosa. Aos 4 aninhos, longe dessa tecnologia que acaba por prender muito crianças e adultos, eu aproveitei bem mais a magia da natureza e com isso a sensibilidade pelas artes e cultura ficaram bem mais fortes. Hoje sim, eu sei separar e controlar os impulsos.

AC - Então, a internet está castrando um pouco essa essência artística de alguns jovens, ao dirigi-los para uma cultura mais “enlatada”?
Rosane - Sim, com certeza e infelizmente eles demoram a perceber isso.

AC - Você já trabalhou com duplas sertanejas. As mais antigas, nasciam do talento natural que tinham, ou por influência de pais, parentes ou amigos que já eram envolvidos com isso. Porém, sobrevivem até os dias atuais.
E hoje, pode-se dizer que o novo sertanejo é puramente “um jeito de ganhar dinheiro fácil”? Os novos sertanejos (ou a música jovem em geral) têm um sucesso meramente efêmero? Seria, no caso, os efeitos colaterais da internet, que facilita tudo mas, ao mesmo tempo, faz cair no esquecimento rapidamente?
Rosane - Acredito que muitos comecem sim, por influência dos pais ou pela ilusão do dinheiro fácil, e por isso seja realmente efêmero para muitos e até mesmo para alguns que chegam a conseguir a tal esperada FAMA, mas depois acabam sendo dirigidos pela ambição e se auto destroem.
Não só a internet facilita uma ilusão. Toda e qualquer mídia tem esse poder de fazer brilhar e destruir ao mesmo tempo. Mas, já trabalhei muito com musica, e assisti de pertinho a garra e o talento verdadeiro de muitos artistas, e é lindo, impressionante quando o amor esta a frente.

AC - Conheci você através de seu blog de poesias. E reparei nele um estilo bastante sensual e apaixonado. Você é uma romântica inveterada?
Rosane - SIM! SIM! SIM!

AC - Alguns blogueiros, ou pessoas que frequentam a web, se aproveitam do anonimato para mudar de personalidade. Acham que na web “vale tudo”. Seu estilo sensual ao compor suas poesias já te trouxe contratempos? Já precisou enfrentar algum ou alguma blogueiro(a) mais saidinho? Em resumo, já levou alguma cantada?
Rosane - SIM!

AC - Existem perigos na web? Quais?
Rosane - Sim e isso assusta. Pessoas que dizem ser o que não são. Os cuidados que devemos ter para não ficarmos expostos a esses perigos tem que ser constantes.

AC - Em suas poesias, por vezes você está triste, e essa tristeza é sentida facilmente por aqueles que estão lendo. No entanto, dizem que “o poeta é um fingidor...”. Existe mesmo essa tristeza, ou são apenas versos, independente do que você esteja sentindo?
Rosane - Essa tristeza, por vezes, é muito real. Em outras, apenas versos.
O que me judia, é a intensidade no sentir. O que é triste para você, para mim é triste demais. O que é alegre para você, para mim é alegre demais.
E eu gosto com muita facilidade das pessoas e por essa intensidade, me machuco também, com a mesma facilidade.


AC - E seus versos mais quentes, carregados de tesão? São apenas versos, ou naquele momento, a poesia se veste com seus sentimentos?
Rosane - Sou eu dentro de cada letra que compõe o poema, o verso ou o pensamento. Um encontro totalmente excitante.
Nem sempre escrevo o que sinto. Mas, sempre sinto tudo o que escrevo.
90% de puro tesão! 10% é a partida do motor! Não dá para ser diferente.

AC - Os amores e desamores da Rosane Marega, aqueles que já ficaram no passado, influenciam esse “tesão” todo na hora de escrever, ou é o presente e o futuro que comandam seus versos?
Rosane - Como sou uma pessoa que nunca se arrepende do que faz, o passado sempre é uma boa recordação. Mas, o presente é o que comanda essa sensação tão deliciosa na hora de escrever. O futuro é apenas um talvez.

AC - Você é intensa, romântica, enfim, uma sonhadora no melhor sentido da palavra. Você se acha “deslocada” do seu tempo? Gostaria de ter vivido numa época mais romântica e menos materialista?
Rosane - Sim, por vezes é bem assim. Tenho a impressão de que não sou normal, que sonho demais e que todos a minha volta percebem, e isso me faz sentir um tanto deslocada.
Talvez, a forma como enxergo e sinto o amor seja mesmo exagerada, e até já tentei mudar, juro, mas não consigo. O amor, sem nenhuma demagogia, é para mim o começo, o meio e o fim de qualquer meio de sobrevivência. Nasci pelo amor, vivo o hoje por e com amor, morrerei em um dia no amanhã, após cumprir minha missão, envolvida em amor, e acredito na vida após a morte, onde o amor é  sentido plenamente, como o próprio ar.
Admiro quando vejo o romantismo tão presente, aconchegando as pessoas, e acredito que não seja preciso uma outra época para se viver um romance louco e avassalador. Ele pode ser ousadamente vivido agora, e aqui mesmo na blogosfera, estou encantada com a descoberta de tantas pessoas românticas (homens e mulheres), e isso é lindo!
Quer saber? Rsrsrs.
Eu adoro ser romântica. É muito bom sentir as sensações que o romantismo provoca:
Dengos na hora do carinho,
Ganhar e mandar flôres,
O olho no olho na hora das carícias,
A entrega sem censuras na cama,
A ternura no toque,
A ousadia do querer,
O bom humor, o sorriso...
Enfim, é gostoso DEMAIS!

AC - Se pudesse voltar no tempo, mudaria algo, ou faria tudo igual, novamente?
Rosane - Ah, mudaria não. Foi tudo tão bom, tão bonito. Errei e aprendi onde não poderia mais errar! Chorei, mas continuo a sonhar! Sorri e adoro gargalhar!
Seria a mesma Rosane vivendo tudo novamente!

AC - A Rosane Marega é, notoriamente, uma guerreira, e poucos a enxergam como eu te vejo agora, depois dessa nossa conversa. Na vida real, o que te faz chorar e o que te faz sorrir?
Rosane - Uai, depois de um elogio carinhoso assim, começo a resposta agradecendo o “Guerreira".
O que me faz chorar?
-Quando a alma dói e as vezes quero ir para algum lugar, mas não sei onde e como, então choro;
-Indiferença é terrível. Diga que me odeia, mas não me ignore, porque choro;
-Pela paixão que sinto por crianças e, em especial, as carentes. Não suporto ver o sofrimento, a dor delas e, choro (visito mensalmente as crianças do orfanato, e aprendo muito com elas e... Ah,elas são lindas);
-Todo primeiro domingo de cada mês, visito os idosos de um asilo aqui da minha cidade, tomamos um café da tarde juntos, conversamos, brincamos e já somos uma familia, AMO eles, mas na hora de ir embora... eu choro (são verdadeiros professores da vida);
Preconceitos – Drogas – Violência – Abandono – Dor – Fome – Doenças – Descasos – Mentiras - choro, choro, choro, choro, choro.

O que me faz sorrir?
-Ter a certeza que, sou FELIZ porque POSSO buscar a felicidade sempre;
-Ter a certeza que, dia após dia, POSSO ser um ser humano melhor;
-Ter a certeza que POSSO fazer muito mais hoje do que ontem;
-Ter a certeza que o AMOR está em mim em cada novo amanhecer;
-Ter a certeza que o aconchego da minha família é real;
-Ter a certeza da minha FÉ em DEUS;
-Abrir os olhos e sentir a vida, e ter a certeza que posso amar e sonhar e realizar e... SORRIO! SORRIO! SORRIO! SORRIO!

AC - No teatro, no rádio ou na TV, é comum aquela vida de “altos e baixos”. Mas na blogosfera parecemos nos afetar mais quando notamos que nosso “público” sumiu. Já se sentiu abandonada por seus leitores?
Rosane - Sim, porque nem sempre tenho tempo de comentar outros blogs. A correria me faz apenas “passar” e muitas vezes somente ler os amigos, e alguns deles, percebo que se eu não comento, eles desaparecem... e dói, não é?


AC - O que você acha daqueles blogueiros que só estão atrás de audiência, e que fazem comentários do tipo “oi, linda postagem”, e que sequer lêem o que está escrito no post?
Rosane - Acredito que pessoas assim não sentiram ainda a magia da leitura, de sentir a escrita de outra pessoa arrepiando o corpo. Não sabem o que estão perdendo.

AC - O que você acha do plágio, e como se defender dele?
Rosane - Plágio é simplesmente deprimente.
Como se defender? Não sei, essa coisa parece crescer tanto e tudo que possamos fazer para nos precaver ainda é pouco... Difícil.

AC - O que tira você do sério na internet?
Rosane - Saber da existência de pessoas que usam esse meio para destruir.

AC - Qual tipo de blog te desagrada?
Rosane - Layout carregado demais, porque não se consegue ver muito, trava a todo instante.

AC - E qual tipo te agrada?
Rosane - Os que não tenham layout carregado demais, e principalmente quando encontro amor.

AC - Quem é Rosane Marega?
Rosane - Uma mulher apaixonada pela vida.
Romântica ao extremo, simples em sua natureza.
Adora desafios, moleca, teimosa.
Maluca... ela conversa com a lua e deita no telhado!
Ela adora uma noite de sedução com direito a morangos e chantily.
Rsrsrsrs.  Acho que é por ai.

AC - Rosane Marega na vida real:
Um sonho:
Rosane - Uma explosão de amor em todos os sentidos. Já pensou que lindo? E não é impossível.
Uma realidade:
Rosane - A minha tristeza em assistir as drogas tomando conta do mundo.
Um medo:
Rosane - Que um dia eu não consiga escrever mais nada.

AC - Se você fosse “dona” da web, o que mudaria nela e nos blogs?
Rosane - Tentaria oferecer mais segurança, quem sabe assim, os que querem apenas e tão somente bagunçar, ofender e destruir, encontrariam maiores dificuldades. 


AC - Para encerrar, fale um pouco de seus projetos futuros, incluindo tanto a blogosfera quanto seus projetos fora da web.
Rosane - Blogosfera?  TO XONADA POR ELA.
-Teatro? "O Amor Em Meus Pensamentos" - Minha terceira peça!
Deus abençoou, eu a escrevi e agora estou na loucura, na correria e espero logo estar convidando vocês para a estréia, mas, ainda vai demorar um pouquinho, esta tudo atrasado. O teatro toma muito tempo.
-Livro? Estou batalhando pelo meu...UAI! Fui convidada para estar entre grandes escritores no livro “Cem Poemas, Cem Poetas” e eu, emocionada, aceitei. Estou aguardando o resultado do concurso do site “Poetas Vivos”.
-Rádio? Estou com muita saudade...
-TV? Com muita saudade também...
-Literatura? Quero Ler muito, sempre mais, mas muito mesmo e escrever, escrever, escrever, ESCREVER MUITOOOO...
Em minhas mãos, Deus confiou um Dom e eu o cumpro com muito Amor!

Agradeço pela oportunidade de mostrar um pouquinho do que sou, do que gosto, do que faço! Ah, se eu pudesse aproveitar essa deixa e dizer o nomezinho de todo aquele povo lindo que segue meu blog ,mas, não da, porque graças a Deus é um montão de gente, então através do Arena, aqui eu deixo um OBRIGADÃO, por eles existirem.
E graças a vocês, hoje eu vim aqui falar um pouquinho de mim, e vocês estão em mim também!
O meu blog só existe porque vocês existem!
            "EU AMO A VIDA E VIVO AMANDO
            A CADA MINUTO DESSE MEU VIVER
                  AFINAL, FOI ELA, A VIDA!
                     QUEM ME DEU... VOCÊS! "
                         (Rosane Marega)
                    Ah, Sou xonada nocêis uai.

Quero terminar essa entrevista dizendo assim:
"EU AMO O AMOR, QUE ME FAZ AMAR... O AMOR!".


Música: Você em mim - Letra, música e voz: Rosane Marega



Conheça um pouco mais de Rosane Marega:


Marcio JR


Obs.: O fragmento de texto que consta na imagem ilustrativa desta matéria, é de autoria de Rosane Marega, e foi extraída do texto PENSAMENTOS.



03/05/2011

O CHATO

Images by Google
Muito se tem falado, havendo um interessante livro lançado na década de 60 pelo escritor Geraldo Figueiredo de título “Tratado Geral dos Chatos', que aborda sobre o tema. E dentre vários procedimentos não recomendáveis praticados pelos elementos assim considerados, reputo a inconveniência como um dos maiores.

Em tudo (aí, sem exceção mesmo...) que se apresenta durante o transcorrer de nossas vidas, as atitudes inconvenientes destacam-se sobremaneira e, de maneira óbvia, negativamente. Há várias e várias facetas com as quais essas atitudes se apresentam e cada uma, dependendo da ocasião e também da forma com que são colocadas podem ocasionar situações vexatórias deixando os envolvidos constrangidos. Atitudes inconvenientes, praticadas de forma contumaz, tornam-se alvo de conotações sempre negativas tanto por aqueles diretamente envolvidos quanto por aqueles que as presenciam.

Alguns que apresentam e/ou se envolvem em situações inconvenientes de maneira não muito contundente e que as vezes chega a ter uma conotação até hilariante. Por outro lado, muitas apresentam situações altamente recrimináveis e que as vezes provocam reações até agressivas dos diretamente envolvidos.

Nas diversas comemorações, eventos, solenidades nas quais participamos, temos oportunidade algumas vezes de nos depararmos com figuras raríssimas que, de forma premeditada, inocentemente e até sob alegação de “sem querer”, cometem imprudências que transformam o ambiente no qual houve o desenrolar do fato quase que totalmente infrequentável. Dentre os diversos tipos de elementos que frequentemente praticam atitudes inconvenientes, há aqueles que se destacam por serem repetitivos nessas abordagens.

Em meio às pilhérias e galhofas nas quais são enquadrados elementos contumazes nesses tipos de ações, podemos citar diversos exemplos que não deixam qualquer margem a dúvida em relação à justeza da exatidão, ou seja, que tais elementos podem (e devem...) ser classificados definitivamente e de uma forma mais grosseira como chatos.

Um dos mais populares é aquele rotulado como “desfazedor de reunião de amigos”, que é aquele círculo de amigos que se forma, normalmente em reuniões familiares e alguns outros eventos mais informais. O sujeito, via de regra, aproxima-se do grupo com um copo em uma mão e um cigarro aceso na outra. Fica por alguns instantes ouvindo o teor do assunto que está sendo ventilado entre os amigos, e começa a emitir suas opiniões. Normalmente essas opiniões destoam da opinião geral daqueles que lá estavam conversando. Há de se esclarecer que estes elementos dificilmente emitem opinião favorável sobre qualquer assunto que está na baila. Seja qual for o assunto, tem sempre opinião contrária, que diverge totalmente da opinião de todos aqueles que estavam por lá conversando amigavelmente.

Em sendo assim, aos poucos, o grupo que conversava animadamente vai se desfazendo. Um, à guisa de atender ao chamado da esposa, afasta-se. O outro, para “socorrer” o filho que caiu, também afasta-se. Um terceiro, se distancia pois percebeu um aceno que o chamava à distância e que somente ele percebeu... Logo, só resta o chato em companhia de seu copo e de seu cigarro.

Há, como já disse acima, vários e vários outros tipos que podem perfeitamente ser enquadrados no rol dos chatos. Há os tipos que só gostam de conversar cutucando... Há os tipos que só gostam que prevaleça sua opinião, fazendo com que as opiniões dos interlocutores não tenham a menor valia... Há os tipos que sempre tem um caso análogo ao que você acabou de contar.

E há tipos assim como eu que gostam de ficar rotulando os demais como chatos.

Leiam abaixo e reflitam comigo: “É ou não um tipo extremamente chato?”...rsrs.

Bruno é um camarada muito chato! Daqueles que desfaz qualquer “rodinha” de bate-papo da qual se aproxime. Certo dia, em conversa com um dos poucos amigos que o “suportava”, soube que se assoviasse perto de um peru, o mesmo eriçava suas penas e “responderia” com um “glu-glu”.

Como o Bruno é chato, duvidou do que o seu amigo disse. O amigo do chato (que também é um chato), resolveu levá-lo até seu sitio, onde havia um peru para provar o que dizia. Logo que lá chegaram, ao avistar a ave, o chato preparou o “bico” e soltou um assovio. O peru eriçou-se todo e “respondeu”: glu-glu-glu.

O chato empolgou-se! Assoviou novamente e o peru: glu-glu! O chato tornou assoviar, e o peru: glu-glu! Após vários assovios e vários glu-glus, enquanto o chato “preparava o bico” para mais um assovio, o amigo do chato avisou que iria até a casa do caseiro, pois precisava dar algumas instruções ao mesmo, retornando dentro de alguns minutos para irem embora.

O chato somente concordou com um menear de cabeça, enquanto assoviava e o peru: glu-glu! Após aproximadamente meia-hora, o amigo do chato retornou e ao aproximar-se do amigo chato o encontrou com o “bico engatilhado” soltando mais um assovio, …, e o peru, sem mais eriçar as suas penas e com um “ar visivelmente cansado”, suspirava: ufa!ufa!

HICS