20/04/2011

CONTUNDÊNCIA

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De há muito venho analisando e tentando compreender qual o sentido da aparente agressividade daqueles que procuram de forma diferenciada impor suas ideias e o que acreditam ser verdade àqueles com os quais debate ou simplesmente ouvem suas argumentações, deduções e pensamentos.
A eloquência do que se transmite, seja por meio da fala ou da escrita, é tida por muitos como uma forte prerrogativa para o convencimento sendo, via de regra, forte arma para a obtenção de pareceres favoráveis e até para convencimentos e mudanças de opinião.

O que seria de um parlamentar, para se ter um exemplo mais evidente do uso desse expediente, se não se impusesse em um discurso para buscar um convencimento de seus interlocutores no sentido da acatação de uma sua ideia?
Já tive oportunidade de como mero espectador comparecer a cultos proferidos em pequenas congregações (e até em algumas não tão pequenas...) em lugarejos afastados. E por lá tive também oportunidade de constatar, 'in loco' a força que tem o 'poder da palavra'. Elementos auto-intitulados pastores, a guisa de levarem palavras de conforto, lenitivo, esperança, solidariedade elevam seu tom de voz e não raramente conseguem aumentar o 'rebanho de ovelhas' que os considera, por vezes, até enviados por uma força superior para guiá-los na terra.

Em nossa vivência nos deparamos, aqui e acolá com aspectos mais palpáveis e racionais no uso da força da palavra.
Em sendo assim, há obviamente, utilizações na força dessas palavras em sentido de convencimentos que procuram incutir nas mentes daqueles aos quais se procura levar a mensagem esclarecimentos acerca de procedimentos que soam incomuns, mas que, porém, em seu bojo encetam ações não usuais  que sendo melhor esclarecidas podem perfeitamente ser encaradas e introduzidas no rol da normalidade e aceitação.

Em um sentido figurado o uso da contundência enceta utilizar as palavras com sentido de produzir uma grande impressão ocasionando convencimento, sem quase deixar lugar para contra argumentação e à discussão.
Tenho tomado conhecimento de defesa de posicionamentos nos quais é bastante explorado este tipo de argumentação. E na maioria das vezes, esses defensores (as) são imbuídos de muita verve, entusiasmo e poder de persuasão, fazendo com que suas teses sejam moldadas por fundamentos quase irrefutáveis, tolhendo qualquer contrapartida daqueles que, por algumas sem mesmo saber definir por qual motivo, posicionam-se contrariamente ao que é apresentado e debatido.

Concluo então que, aquele que tem o poder da palavra, que utiliza sua eloquência, com uma agressividade moderada moldada em alicerces de justeza e de conhecimento amplo em suas argumentações e que faz uso de uma bem estruturada contundência, atinge de forma plena e total seu objetivo, via de regra demonstrando a validade de sua reivindicação e demonstrando por A + B, que o que apresentou e está defendendo vai ao encontro de atitudes e procedimentos que se ainda não o são deveriam ser perfeitamente assimilados por toda sociedade.


                                                                                      HICS

19/04/2011

A primeira vez a gente nunca esquece...

Chegou o grande dia, senti um frio na barriga, fiquei um pouco nervosa. Pensei em desistir, pois tinha medo de não conseguir chegar até o fim, não queria fracassar. Suava muito - Meu Deus! Se antes de começar estava suando, imagine durante! O dia estava bonito, sem nenhuma nuvem. Fazia muito calor. Não sei porque aceitei fazer parte disso, precisava de mais tempo para me preparar.

Passei protetor solar no corpo todo e fiquei aguardando o momento certo para iniciar. Recebi um toque no meu braço, susto, estava na hora. Comecei devagar, em ritmo lento, pensando sempre no momento em que meu corpo precisaria de maior esforço. O suor caia sobre o meu rosto. O sol queimava todo o meu corpo. Novamente pensei em desistir, mais tinha que continuar, não podia deixar de lado algo que era importante para mim. Comecei a sentir sede, precisava de água, vi um copo cheio à minha frente, não resisti e bebi. Tocava uma música no Ipod, era muito lenta, precisava de algo mais estimulante. Na próxima vez pensarei nisso.

Olhei para os lados, procurando me distrair, observando sempre os movimentos, alguns rápidos, outros lentos. Uns pareciam bonecos de posto de gasolina, com pernas e braços sendo jogados para todos os lados. Eram tão cômicos que não agüentei, caí na gargalhada. Aliás, não sei onde encontrei forças para rir assim. Pois meu corpo doía todo, minha cabeça parecia que ia explodir, minhas pernas estavam fracas e o suor já havia tomado todo o meu corpo. Parei de rir, pois precisava chegar até o final. Não podia desistir. Todos esperavam isso de mim. Estou chegando! Falta pouco! Vou conseguir! Foi então que comecei a dar umas passadas mais rápidas, a linha de chegada estava logo ali e precisava passar a braçadeira para outro companheiro da equipe, pois era uma corrida de revezamento de 40 km, em que cada membro de equipe percorre 4km. Cruzei a linha de chegada. Um pouco cansada, sem fôlego, mas inteira! Assim foi a minha primeira corrida de rua...
                                                                                                                
                                                                                                     

       Estreando na Arena das Crônicas, como colaboradora, sendo  a minha primeira vez,   jamais vou esquecer...

NICE BACCHINI 
                                                                                                                 

14/04/2011

FALA, BLOGUEIRO!! - CACÁ


CACÁ - Blog UAI, MUNDO?


Fiz uma pequena viagem (virtual) até Belo Horizonte/MG, para buscar um dos cronistas mais “antenados” que conheço na blogosfera. José Cláudio, o Cacá, do blog Uai, Mundo?, e também dos blogs Sinestesia Cultural e Benfazeja, entre outros. Conversamos sobre cultura, novos talentos na blogosfera, plágio e várias outras coisas.

Dono de um estilo sóbrio e cativante, ora taxativo, ora bem humorado, mas sempre muito bem calçado e talentoso em seus relatos, também se mostra pelo mundo dos livros impressos.
Então, puxe uma cadeira e sente, pois a prosa foi boa.



música: Paisagem da Janela (Flávio Venturini) - by YouTube


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O trem apitou na curva, e mesmo sem saber que estava perto, já sentia aquele cheirinho bom de café fresco, sendo coado naquela horinha. Da janela, via a passarada levantando vôo, e buscando um horizonte azul, marcado por temas de esperança. O aroma dos versos também veio até mim, e quando me dei conta, me perdia por letras, palavras e frases, que juntas, me enriqueciam a alma. Onde eu estava? No blog do Cacá.

A sensação acima não é exagerada, e quem sabe você até não a sinta ao entrar pela primeira vez no blog do Cacá, mas por certo, vai encontrar um espaço dedicado à literatura em seu aspecto mais amplo. Poesias, prosas, ensaios e crônicas feitas com esmero e talento, e o resgate dos grandes autores, que fizeram e fazem história. Quer mais? Tem a música, tem o humor, tem o “cozinheiro” Cacá e suas receitas de bem viver, mas tem também o Cacá militante social, ou aquele que vai na busca de novos talentos e que, por puro gosto e companheirismo, os mostra a quem é apaixonado pela arte de ler e escrever.

Tempo? Isso falta para esse garimpeiro das letras, mas que importa? O tempo é apenas relativo diante do prazer de se envolver com aquilo que lhe satisfaz. Mineiro que é, vai pelas beiradas, e quando nos damos conta, ele, o Cacá, está em todos os cantos, sempre buscando novas fronteiras. Um apaixonado pela terra onde nasceu, carrega o Brasil estampado no peito, e todo aquele que por suas bandas resolver aparecer, sempre volta para uma nova visitinha e acaba ficando.

A palavra é sua, Cacá.



Arena das Crônicas - Como manter uma identidade própria dentro da blogosfera?
Cacá - Desde o primeiro momento que tive o impulso de criar um blog, minha intenção era escrever uma literatura possível. Eu estava sem nenhuma autoconfiança na minha capacidade, mas como sempre gostei de um desafio que estimulasse o meu crescimento pessoal, busco permanentemente não fugir a esse propósito. O que há no meu blog fora disso é relativo à música, culinária e textos provenientes das interatividades que a gente vai construindo na blogsfera. Essa é a identidade que me basta. Não conduzo o meu blog como um diário pessoal (que é próprio de seu significado), embora não tenha como fugir um pouco disso. A subjetividade vai junto, resguardada a minha intimidade.

AC - Já passamos um pouquinho dos 40 anos de idade, e quem domina não apenas a blogosfera, mas também as redes sociais como um todo, é a juventude. Como eles nos enxergam? Existe respeito mútuo, ou é tudo um jogo de aparências para tentar manter um certo convívio?
Cacá - Vejo os jovens transitando por todos os tipos de mídia. Os interessados apenas em passar o tempo ou de procurarem um meio de se mostrar são muitas vezes inconvenientes ou inoportunos. No entanto, há uma quantidade enorme daqueles inquietos com a mesmice reinante na sociedade que se aquietam em algum espaço que lhes preencha um pouco seu espírito perscrutador. Particularmente, tenho me dado muito bem com aqueles com quem me relaciono ou que frequentam o meu blog. Mesmo porque, estes últimos são sempre pessoas ligadas à literatura ou a alguma outra forma de arte.




AC - O que é ser blogueiro?
Cacá - Eu não me considero um blogueiro na acepção ampla desse termo. Para mim o blog é como um caderno ou uma pilha de papel em branco para que eu possa escrever. A diferença para o passado da máquina de datilografia é o ato de escrever conectado com o mundo. Exerço o papel de blogueiro quando me relaciono com os outros donos de blogs, gente que acaba entrando na nossa vida por afinidade em pensamentos e escrituras e um pouco da vida pessoal também (aquela subjetividade da qual falei anteriormente). Uma das coisas que mais aprecio é o relacionamento humano saudável. A blogsfera ampliou esta possibilidade numa medida espetacular.

AC - O Cacá é blogueiro por opção própria ou por necessidade (imposição das novas mídias)?
Cacá - Optei por escrever no meio das ferramentas tecnológicas disponíveis. O blog, na minha modesta opinião é a mais duradoura e eficaz. Acho, inclusive, que as “ondas” de mini blogs (twitter, facebook, etc) vão passar ou vão cumprir funções mais específicas quando a moçada se enjoar, como me parece que já estão se cansando de Orkut, MSN e outras.

AC - Você é um “garimpeiro” de novos talentos, isso é fato. Mas, existe o receio entre os blogueiros com aqueles que se aproximam repentinamente. Você tem algum receio de ser mal interpretado quando mantém o primeiro contato com algum desses novos talentos que você encontra?
Cacá - Isso me aconteceu recentemente. Um jovem de 18, 19 anos me deixou tão fascinado com sua poesia que lhe solicitei logo na primeira que li, depois de enchê-lo de elogios se eu poderia usar um de seus poemas para abrilhantar um texto que eu estava preparando. Ele, muito desconfiado, me mandou uma mensagem meio atrevida como se eu tivesse querendo furtar, plagiar ou copiar seu texto sem a devida citação autoral. Eu expliquei a ele, agradeci e não voltei mais ao assunto. Depois, não sei se ele se arrependeu ou visitou meus textos e voltou para me dizer que eu poderia ficar à vontade.(risos). Uma coisa, eu gostaria de me alongar um pouco aqui: a quantidade de novos talentos que a gente vai descobrindo na internet não tem medida. Já escrevi umas duas crônicas sobre o que vi de gente lidando com a escrita por esse Brasil afora. Não é pouca coisa e há uma infinidade de gente de média, muita e pouca idade escrevendo literatura do mais alto nível que se pode alcançar em todos os gêneros e para todos os gostos. Faço muita questão de dar visibilidade a estas pessoas que vou descobrindo, apesar do pequeno alcance que esse meu “dar visibilidade” tem. Não encaro esse ofício como um modo de competição. Gostaria que fosse uma somatória de milhares, milhões de bons escritores. A gente critica tanto o grosseiro, o chulo, o incompreensível, o prolixo e os vê disseminados de forma tão gritante que a contribuição militante que me vejo exercendo na internet é mostrar o contraponto, apresentando coisas saudáveis, edificantes, que mostrem generosidade humana e estimulem a reflexão e a sensibilidade.




AC - Sinestesia, Benfazeja, Uai Mundo, RL. Onde você busca tempo para tudo isso?
Cacá - Eis a minha matéria: o tempo sendo vivido em busca de crescimento pessoal, de extensão e fortalecimento de boas relações. Dedico-o a trabalhar com afinco com leitura e escrita. É tão prazeroso que não o vejo passando como quem está correndo atrás de algo indefinido. Os lugares onde escrevo (além dos que você citou) ainda incluem: Viva Itabira, Duelos Literários, Autores.com, Portal Literal, De Olhos Fechados, Em Quantos, Poesia Pura e agora estarei com muito alegria e um enorme prazer fazendo parte do time de cronistas do Arena.

AC - E a inspiração? De onde vem?
Cacá - Esse negócio de inspiração é algo explicável às vezes e inexplicável outras tantas. Acho que todo mundo a possui em maior ou menor intensidade. Quanto mais se lê, creio, mais se aumenta o potencial de surgimento dela. Quanto mais se toma nota daqueles pequenos “estalos” que acontecem conosco, mais se afigura algo que pode até ter sido construído a duras penas, mas que é fruto do que chamo de inspiração. Quantas vezes não temos uma idéia que consideramos boa, interessante ou até genial e deixamos pra lá ou não passamos de uma fala ou comentário com alguém ou ainda não sentimo-nos seguros e autoconfiantes para transformá-la em uma manifestação sublime? Como diz um verso de uma música que fala sobre ela: “uma luz que chega de repente, com a rapidez de uma estrela cadente e acende a mente e o coração.”




AC - Quando você era ainda um estudante, tudo era mais difícil, pois o acesso à informação era restrito e, muitas vezes, impossível. Com o adendo da internet, temos tudo nas mãos, na hora em que queremos. A juventude de hoje sabe tirar proveito disso?
Cacá - As pessoas usam o que a sociedade vai disponibilizando em termos de facilidades para as suas vidas de acordo com a visão que elas têm do mundo. A internet colocou praticamente todo o planeta (sem exagero) dentro de nossa casa e é muito pouco pesquisada com fins de aprendizado e disseminação de conhecimentos novos. Vemos pelos sites dos órgãos tradicionais de mídia que a maioria das pessoas migra da televisão, por exemplo, para os sites ligados a ela. Alunos que já não tinham hábitos de frequentar bibliotecas e laboratórios para pesquisas usam e abusam do “copiar e colar”, as celebridades do momento na Tv estão aqui, na rede sendo louvadas e glorificadas com a mesma intensidade. Isso quando as pessoas não trazem para a internet sua necessidade de fama, já que nesse aspecto ela democratizou o bom e o péssimo. Aqui, qualquer um grava um vídeo, o que quiser para aparecer. Como fazem também as pessoas que querem partilhar conhecimentos novos. Então, reafirmo que a gente , se quiser , pode usar a internet para transformações e não para reforçar permanências cansativas ou inúteis.

AC - Facebook, Orkut, Blogs, Twitter, sites, tablets, e-mail, e-book, comunidades virtuais de todos os tipos. Como o Cacá lida com tudo isso?
Cacá - Esta chamadas redes sociais, não passam de modismos, “ondas” como já disse. Uso exemplo de minha filha mais nova. Ela me dizia: “pai, você é muito atrasado, ainda não tem Orkut? Depois disse o mesmo com relação a MSN, com Twitter. Agora ela parou de me falar sobre isso tudo e sabe o por quê? Com apenas 13 anos disse que já cansou (risos). O e-mail é uma ferramenta que tem as mesmas funções desses bate-papos e o acho mais educado pois podemos conversar com uma pessoa de cada vez. Dá para dedicar mais atenção às pessoas, afinal isso é algo que se busca freneticamente na atualidade: ouvidos e atenção. Porém tenho o maior respeito com quem gosta de usar as demais ferramentas, nada contra.

AC -  Quem é você?
Cacá - “Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Eu só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei”




AC - A blogosfera tanto pode revelar quanto soterrar alguém. Já se sentiu abandonado ou rejeitado por seu público da blogosfera alguma vez?
Cacá - Eu ainda conservo muito do meu idealismo. As relações que vou construindo na internet, umas vem e vão muito rapidamente, outras vão estreitando laços, umas poucas se transformam em amizades sólidas. Tal como aqui na real, é o jeito que levo. Portanto, não me preocupo muito com esse lado. Preocupo em não perder as relações que vão se solidificando, isto sim. Não considero as pessoas como meu público. Se considerarmos a blogsfera como uma rede social, então somos companheiros de uma viagem. Sem hora nem lugar determinado para parar ou acabar.

AC - Já sofreu ataques de outros blogueiros?
Cacá - Eu tenho encontrado uma reciprocidade bastante admirável. Respeito a todos indistintamente e tenho obtido o mesmo. Já tive pequenos contratempos, coisa irrelevante do meu ponto de vista. Uma agressão, na maioria das vezes desaparece quando se ignora.

AC - Quanto (proporcionalmente falando), dentro da blogosfera é “inteligência” e quanto é “papo-furado”?
Cacá - Não gostaria de fazer esse juízo de valor aqui. Eu apenas uso os critérios que possuo para discernir. O que não me apraz, o que não me acrescenta nada, nem uma simpatia que seja, eu “passo”. (risos)

AC - Plágio. Esse é um mal que assola o mundo virtual. O que você acha daqueles que, simplesmente, sugam o conteúdo de outros blogs?
Cacá - Taí uma coisa que me tira do sério. Eu não tenho a menor restrição com quem queira usar os meus textos, desde que citem a autoria. Acho que a internet é uma ferramenta pública mundial e não temos como controlar tudo. Já vi gente aqui que descobriu texto de sua autoria traduzido para o russo literalmente. Não creio que estejamos livres do risco, ninguém.




AC - Como evitar ou se proteger do plágio?
Cacá - Estou sempre registrando meus textos na BN. Não vi ainda alguma medida mais eficiente, apesar de não ser garantia. Pelo menos os direitos futuros ficam resguardados no caso de a pessoa usar para comercializar e auferir lucros com textos nossos.

AC - Já levou alguma “cantada” em sua vida caminhada virtual?
Cacá - Não. Ao contrário, já tive foi confundido um elogio que eu fiz com contada. A pessoa interpretou que a citação que fiz em um texto dela fosse uma indireta de minha parte. Depois esclarecemos por e-mail e passou. Não teve nenhuma relevância.



Marcio JR

Blogs e informações sobre os livros do Cacá:

Blog Uai, Mundo?                      Blog Benfazeja      


Blog Sinestesia Cultural          Recanto das Letras


Livros 



13/04/2011

TIRO MEU CHAPÉU

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Não poderia postar meu primeiro texto de forma diferente...
Um fato que teve seu desenlace nos últimos dias e que mobilizou grande parte da imprensa escrita, falada, radiofonizada e televisada, despertou na população sentimentos dos mais diversos.

Tive oportunidade de ouvir opiniões totalmente divergentes de pessoas dos mais variados tipos de formação acerca do passamento do ex-vice-presidente da República Federativa do Brasil, senhor José Alencar. Houve até um depoimento de um também septuagenário como ele, que, enfaticamente, arguiu que para compor a fortuna que possuía e que foi conquista em sua ascensão no ramo têxtil, usou e abusou do direito de transgredir leis que protegiam seus funcionários. E alguns outros, mais radicais, argumentavam que por ser político, automaticamente fazia parte de uma corja e, portanto, também fazia parte de uma parte podre da sociedade.

Por meu turno, mesmo antes das idas e vindas do sofrido septuagenário aos hospitais, já nutria um respeito e admiração pela postura, acima de tudo, guerreira, corajosa e responsável que encarou sua doença. E, acima de tudo pelas demonstrações de ilibada conduta e procedimentos em relação às defesas que fazia em prol de certos abusos cometidos pelo sistema financeiro sobre a sociedade brasileira.

José Alencar / image by Google
Na sua primeira internação que acompanhei mais de perto, calou-me fundo reportagem que li na qual enfatizou: “Não tenho medo da morte, porque não sei o que é a morte. A gente não sabe se a morte é melhor ou pior. Eu não quero viver nenhum dia que não possa ser objeto de orgulho. Peço a Deus que não me dê nenhum tempo de vida a mais, a não ser que eu possa me orgulhar dele!”.

Obviamente não sou um formador de opiniões e nem tampouco o dono da verdade, e, como fiz questão de enfatizar em meu perfil de colaborador desta ARENA, concebo textos nos quais procuro repassar aquilo que participei, tirei minhas conclusões e, ousadamente, exponho o meu parecer. Sabedor que ferirei algumas suscetibilidades com esse meu posicionamento, de qualquer forma vou à luta e declaro em alto e bom som:
Para esse brasileiro eu tiro o meu chapéu!

HICS

10/04/2011

2012 - PROFECIAS MAIAS. Fim do mundo com hora marcada?

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Muito mais do que a ótica de alguma crença, o que me moveu a pesquisar e escrever sobre este assunto é a curiosidade que me toma. Tenho ouvido muito nesses últimos anos sobre o fim dos tempos, e uma das fontes cataclísmicas mais citadas são, justamente, as predições Maias. Então, fui conferir por mim mesmo até que ponto o que está sendo dito (fatos aterradores) pode ser realmente considerado assustador.

Os Maias formaram uma civilização pré-Colombiana e habitaram as florestas tropicais da Guatemala, Honduras e a península de Yucatan, no sul do México, entre os séculos IV a. C. e IX d. C. Não constituíam um império unificado, onde as cidades formavam a base de uma organização político-religiosa, com um governo teocrático. Foram grandes matemáticos, e faziam cálculos astronômicos de notável exatidão. Conseguiram, assim, determinar o ano solar de 365 dias com um ano bissexto a cada 4 anos.

As 7 Profecias Maias baseiam-se em estudos de natureza cientifica e religiosa deste povo sobre o universo e, muito além do que muitos falam, elas não citam apenas os tempos de desgraça que se abaterão sobre nosso planeta, mas também as mudanças que teremos que fazer acontecer para superar todo esse período ruim.

  • 1ª Profecia
Faz relação ao final do medo, dizendo que este mundo de ódio terminará em 21 de dezembro de 2012. Neste dia, uma escolha deverá ser feita: desaparecer deste planeta como ser racional ou evoluir para um ser integrado harmonicamente ao universo. Segundo esta profecia, será fechado, na data acima, um ciclo de 5125 anos, e uma grande manifestação de energia e luz vinda do centro do universo, atingirá nosso Sol e provocará mudanças bruscas e radicais em todo nosso sistema solar, inclusive com uma mudança do eixo de rotação do nosso planeta (haverá inversão dos pólos).
Então, para sobreviver a tudo isso, os Maias pregam que deveremos nos unir, esquecendo divisões de raças e credos, e lutar por um bem comum, ou seja, a manutenção da raça humana. Iniciaremos, nesse instante, um novo ciclo, ao qual eles chamaram de “Sexto Ciclo do Sol”.
Nesta primeira profecia, ainda são descritos os últimos 20 anos do ciclo que se encerra, o “Katún”. Esses 20 anos tiveram início em 1992 e, segundo os Maias, eles seriam permeados de grandes desastres naturais, como maremotos, terremotos, etc., e serviriam para uma adaptação ao que virá em 2012. Os Maias previram o eclipse solar de 11 de agosto de 1999. Segundo eles, a partir da data desse eclipse, vários incidentes naturais iriam se dar de forma mais intensa.

  • 2ª Profecia
Por essa 2ª profecia, podemos entender que a humanidade iria mudar rapidamente após o acontecimento do eclipse solar de 1999. Este foi um eclipse sem precedentes na história, pois conseguiu o alinhamento em cruz cósmica com o centro da Terra de quase todos os planetas do sistema solar, com os mesmos ocupando os 4 signos do zodíaco representantes dos 4 evangelistas, que seriam os quatro guardas do trono que protagonizariam o apocalipse, segundo João.
Nesta etapa, o homem passaria a pensar melhor em seu inter-relacionamento, e veria sua forma de vida por uma ótica diferenciada, precisando se defrontar com seus medos e angustias para, assim, aprender a lidar com eles. Repensaria, também, toda a estrutura que compõe os sistemas de comunicação entre os povos, assim como suas fontes de energia e produção de alimentos. Trocando em miúdos, começaria uma evolução preparatória.

  • 3ª Profecia
Esta profecia fala da onda de calor que aumentará a temperatura da terra. Em partes, esse aquecimento será promovido pelo próprio homem e suas ações depredatórias da natureza. O restante virá do sol e sua aceleração de atividade pelo aumento de sua vibração. Aqui, o ser humano já deverá estar preparado para suportar as grandes mudanças que os fenômenos naturais provocarão na face da terra.

  • 4ª Profecia
O derretimento das calotas polares terrestres é descrita aqui. Isso será causado pelo aumento da atividade do sol e, consequentemente, dos ventos solares, o que aquecerá bruscamente nosso planeta. Esses cálculos foram baseados pelos Maias no giro de 584 dias do planeta Vênus na órbita solar. A cada 117 giros desse planeta, o astro rei sofre fortes alterações, e aparecem grandes manchas e ventos solares. E a cada 5125 anos, são produzidas alterações ainda maiores, o que se dará em 2012.

  • 5ª Profecia
Os sistemas baseados no medo, nos quais nossa civilização está calcada, se transformarão, surgindo uma nova realidade. Tudo se tornará inapto, falho e inoperante, o que obrigará o homem a repensar toda sua forma de viver e se comportar perante a natureza. A sociedade necessitará de reorganização. A rede elétrica, completamente sensível à atividade solar ruirá e, com isso, todo o sistema de comunicação mundial. A economia mundial entrará em colapso, assim como a produção de alimentos, e a água potável se tornará escassa, bem como os níveis mundiais de reserva de combustíveis.
Neste ponto, o ser humano deverá ter um grau de compreensão elevado quanto à situação ou, simplesmente, as guerras aflorarão e a situação ficará ainda pior.

  • 6ª Profecia
A trajetória de um cometa colocará ainda mais em risco a continuidade da existência humana na terra.
Este pode ser o fator crucial que levará os povos à união definitiva e, consequentemente, à sua evolução que, para os Maias, inclui também a evolução psíquica além da física.

  • 7ª Profecia
Pela 7ª profecia, os Maias falam do momento da saída da noite para a entrada no amanhecer da galáxia.
Os Maias acreditavam que nos 13 anos que vão de 1999 até 2012, a luz emitida desde o centro da galáxia dá ao ser humano a sincronização com seus comuns e lhes permite, de livre e espontânea vontade, aceitar uma evolução interna para uma nova realidade, incluindo nesse ponto a evolução psíquica. Do pondo em que haja essa aceitação, toda uma nova ordem será montada naturalmente, com o ser humano experimentando sensações e poderes nunca imaginados. E como todos terão esses mesmos poderes, seja em número ou força, não existirão seres superiores ou inferiores, tendendo a que tudo se pacifique por uma ordem natural. Inicia-se, nesse momento, o 6º Ciclo do Sol, com duração de mais 5125 anos.

Como citei no começo do artigo, procurei não tanger minha leitura por nenhuma ótica religiosa, o que me propiciou ver que, muito mais do que a profecia do fim dos tempos que muitos dizem, ou a besteira total, como outros defendem, as profecias Maias são mais uma leitura do que está acontecendo neste momento em nosso planeta. Se retirarmos as questões solares, a degradação do meio ambiente provocada pelo homem já dá muitos indícios do que os Maias falam em seus escritos.

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Não sou levado a acreditar em coisas como a evolução do lado psíquico humano, mas fatos como o aumento da atividade solar é, basicamente, um fenômeno químico com reações físicas que podem, sim, afetar nosso planeta de forma avassaladora. Convém ouvir os Maias, ao menos quando eles falam que devemos esquecer as picuinhas e partir para um caminho de união da humanidade, parando imediatamente os ataques desenfreados que cometemos contra a natureza.

Se acredito nas Profecias? Posso dizer que os Maias eram sábios e enxergaram de forma precisa a destruição que o homem promoveria em tempos modernos. Quanto à destruição de nossa civilização, bom, já tenho planos para 2015, portanto, prefiro esperar para ver e torcer para que o homem se dê conta rapidamente das besteiras que anda fazendo quanto ao mundo em que vive.



Saiba mais:

Livro: AS PROFECIAS MAIAS
Adrian Gilbert // Maurice M. Cotterell
Editora NOVA ERA
Marcio JR