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Muito mais do que a ótica de alguma crença, o que me moveu a pesquisar e escrever sobre este assunto é a curiosidade que me toma. Tenho ouvido muito nesses últimos anos sobre o fim dos tempos, e uma das fontes cataclísmicas mais citadas são, justamente, as predições Maias. Então, fui conferir por mim mesmo até que ponto o que está sendo dito (fatos aterradores) pode ser realmente considerado assustador.
Os Maias formaram uma civilização pré-Colombiana e habitaram as florestas tropicais da Guatemala, Honduras e a península de Yucatan, no sul do México, entre os séculos IV a. C. e IX d. C. Não constituíam um império unificado, onde as cidades formavam a base de uma organização político-religiosa, com um governo teocrático. Foram grandes matemáticos, e faziam cálculos astronômicos de notável exatidão. Conseguiram, assim, determinar o ano solar de 365 dias com um ano bissexto a cada 4 anos.
As 7 Profecias Maias baseiam-se em estudos de natureza cientifica e religiosa deste povo sobre o universo e, muito além do que muitos falam, elas não citam apenas os tempos de desgraça que se abaterão sobre nosso planeta, mas também as mudanças que teremos que fazer acontecer para superar todo esse período ruim.
Faz relação ao final do medo, dizendo que este mundo de ódio terminará em 21 de dezembro de 2012. Neste dia, uma escolha deverá ser feita: desaparecer deste planeta como ser racional ou evoluir para um ser integrado harmonicamente ao universo. Segundo esta profecia, será fechado, na data acima, um ciclo de 5125 anos, e uma grande manifestação de energia e luz vinda do centro do universo, atingirá nosso Sol e provocará mudanças bruscas e radicais em todo nosso sistema solar, inclusive com uma mudança do eixo de rotação do nosso planeta (haverá inversão dos pólos).
Então, para sobreviver a tudo isso, os Maias pregam que deveremos nos unir, esquecendo divisões de raças e credos, e lutar por um bem comum, ou seja, a manutenção da raça humana. Iniciaremos, nesse instante, um novo ciclo, ao qual eles chamaram de “Sexto Ciclo do Sol”.
Nesta primeira profecia, ainda são descritos os últimos 20 anos do ciclo que se encerra, o “Katún”. Esses 20 anos tiveram início em 1992 e, segundo os Maias, eles seriam permeados de grandes desastres naturais, como maremotos, terremotos, etc., e serviriam para uma adaptação ao que virá em 2012. Os Maias previram o eclipse solar de 11 de agosto de 1999. Segundo eles, a partir da data desse eclipse, vários incidentes naturais iriam se dar de forma mais intensa.
Por essa 2ª profecia, podemos entender que a humanidade iria mudar rapidamente após o acontecimento do eclipse solar de 1999. Este foi um eclipse sem precedentes na história, pois conseguiu o alinhamento em cruz cósmica com o centro da Terra de quase todos os planetas do sistema solar, com os mesmos ocupando os 4 signos do zodíaco representantes dos 4 evangelistas, que seriam os quatro guardas do trono que protagonizariam o apocalipse, segundo João.
Nesta etapa, o homem passaria a pensar melhor em seu inter-relacionamento, e veria sua forma de vida por uma ótica diferenciada, precisando se defrontar com seus medos e angustias para, assim, aprender a lidar com eles. Repensaria, também, toda a estrutura que compõe os sistemas de comunicação entre os povos, assim como suas fontes de energia e produção de alimentos. Trocando em miúdos, começaria uma evolução preparatória.
Esta profecia fala da onda de calor que aumentará a temperatura da terra. Em partes, esse aquecimento será promovido pelo próprio homem e suas ações depredatórias da natureza. O restante virá do sol e sua aceleração de atividade pelo aumento de sua vibração. Aqui, o ser humano já deverá estar preparado para suportar as grandes mudanças que os fenômenos naturais provocarão na face da terra.
O derretimento das calotas polares terrestres é descrita aqui. Isso será causado pelo aumento da atividade do sol e, consequentemente, dos ventos solares, o que aquecerá bruscamente nosso planeta. Esses cálculos foram baseados pelos Maias no giro de 584 dias do planeta Vênus na órbita solar. A cada 117 giros desse planeta, o astro rei sofre fortes alterações, e aparecem grandes manchas e ventos solares. E a cada 5125 anos, são produzidas alterações ainda maiores, o que se dará em 2012.
Os sistemas baseados no medo, nos quais nossa civilização está calcada, se transformarão, surgindo uma nova realidade. Tudo se tornará inapto, falho e inoperante, o que obrigará o homem a repensar toda sua forma de viver e se comportar perante a natureza. A sociedade necessitará de reorganização. A rede elétrica, completamente sensível à atividade solar ruirá e, com isso, todo o sistema de comunicação mundial. A economia mundial entrará em colapso, assim como a produção de alimentos, e a água potável se tornará escassa, bem como os níveis mundiais de reserva de combustíveis.
Neste ponto, o ser humano deverá ter um grau de compreensão elevado quanto à situação ou, simplesmente, as guerras aflorarão e a situação ficará ainda pior.
A trajetória de um cometa colocará ainda mais em risco a continuidade da existência humana na terra.
Este pode ser o fator crucial que levará os povos à união definitiva e, consequentemente, à sua evolução que, para os Maias, inclui também a evolução psíquica além da física.
Pela 7ª profecia, os Maias falam do momento da saída da noite para a entrada no amanhecer da galáxia.
Os Maias acreditavam que nos 13 anos que vão de 1999 até 2012, a luz emitida desde o centro da galáxia dá ao ser humano a sincronização com seus comuns e lhes permite, de livre e espontânea vontade, aceitar uma evolução interna para uma nova realidade, incluindo nesse ponto a evolução psíquica. Do pondo em que haja essa aceitação, toda uma nova ordem será montada naturalmente, com o ser humano experimentando sensações e poderes nunca imaginados. E como todos terão esses mesmos poderes, seja em número ou força, não existirão seres superiores ou inferiores, tendendo a que tudo se pacifique por uma ordem natural. Inicia-se, nesse momento, o 6º Ciclo do Sol, com duração de mais 5125 anos.
Como citei no começo do artigo, procurei não tanger minha leitura por nenhuma ótica religiosa, o que me propiciou ver que, muito mais do que a profecia do fim dos tempos que muitos dizem, ou a besteira total, como outros defendem, as profecias Maias são mais uma leitura do que está acontecendo neste momento em nosso planeta. Se retirarmos as questões solares, a degradação do meio ambiente provocada pelo homem já dá muitos indícios do que os Maias falam em seus escritos.
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Não sou levado a acreditar em coisas como a evolução do lado psíquico humano, mas fatos como o aumento da atividade solar é, basicamente, um fenômeno químico com reações físicas que podem, sim, afetar nosso planeta de forma avassaladora. Convém ouvir os Maias, ao menos quando eles falam que devemos esquecer as picuinhas e partir para um caminho de união da humanidade, parando imediatamente os ataques desenfreados que cometemos contra a natureza.
Se acredito nas Profecias? Posso dizer que os Maias eram sábios e enxergaram de forma precisa a destruição que o homem promoveria em tempos modernos. Quanto à destruição de nossa civilização, bom, já tenho planos para 2015, portanto, prefiro esperar para ver e torcer para que o homem se dê conta rapidamente das besteiras que anda fazendo quanto ao mundo em que vive.
Saiba mais:
Livro: AS PROFECIAS MAIAS
Adrian Gilbert // Maurice M. Cotterell
Editora NOVA ERA
Marcio JR